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Brasil tem de melhorar no combate à Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica



17/11/2008
19 de novembro é o Dia Mundial de Combate à Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) e nessa data ocorrem manifestações no mundo inteiro, com o objetivo de informar a população sobre esse mal.

Em São Paulo, uma parceria entre a Secretaria Estadual de Saúde e a Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia (SPPT), fez com que o Governo Estadual passasse a fornecer medicamentos gratuitamente aos portadores da doença, comemora José Eduardo Delfini Cançado, Presidente da SPPT. Isso foi uma grande vitória, pois a prevalência de DPOC na capital é de 15,8%, segundo o Estudo Platino, realizado em cinco cidades da América Latina em 2007. A partir dessa iniciativa, vários outros Estados têm lançado protocolos semelhantes, possibilitando o diagnóstico e tratamento adequados da patologia.

Por estar associada a complicações como bronquite e enfisema pulmonar, que diminuem gradativamente a função pulmonar e exigem hospitalizações prolongadas, remédios caros e a necessidade de ausência no trabalho, a DPOC, mais é comum em indivíduos com mais de 50 anos, tem um custo social alto para a família e para o Estado, que tem de manter ambulatórios especializados, com exames complementares radiológicos, provas de função pulmonar, bem como disponibilizar tratamento que inclui oxigenioterapia domiciliar, freqüentemente necessária em casos terminais.

Segundo a especialista da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia (SPPT), Maria Vera Cruz de Oliveira Castellano, o Brasil já teve alguns avanços no combate à doença. "O Governo tem dado mais importância à questão da informação sobre os danos do tabagismo, além de oferecer medicação gratuita, e os pneumologistas têm realizado constantes capacitações para diagnosticar precocemente, tratar e acompanhar os pacientes", disse ela.

O tabagismo é a principal causa da DPOC, relacionando-se a 90% dos casos. A prática provoca perdas de volumes pulmonares, fazendo com que o paciente apresente falta de ar, tosse e expectoração, que evoluem até as formas mais graves da doença.

De acordo com Maria Vera, a questão do tabagismo é um dos principais desafios no combate ao problema da DPOC, pois as pessoas ainda não estão informadas ou não dão a importância devida aos riscos que as substâncias presentes no tabaco trazem à saúde. "Em um trabalho recente realizado na cidade de Botucatu, descobriu-se que mais de 20% das pessoas que procuraram o ambulatório de tabagismo para parar de fumar, já apresentavam algum problema respiratório", informou a especialista.

Acesso pleno ao diagnóstico e tratamento ainda não é realidade em diversos pontos do país. O paciente pode chegar na unidade de saúde e não conseguir satisfazer suas dúvidas, pois nem todos os agentes de saúde estão devidamente informados. Contudo, o acompanhamento médico especializado pode evitar a evolução de uma DPOC leve para as formas mais agudas da doença.

"Se a prova de função pulmonar for feita periodicamente, o paciente poderá ter a doença detectada precocemente e começar a receber orientações e tratamento com o pneumologista o quanto antes", alerta a Maria Vera.

Ações de controle do tabagismo, informação e educação da sociedade civil e o fornecimento de tratamento adequado. Se alguma dessas metas for abandonada, o Brasil continuará perdendo três habitantes por hora para a DPOC.





Fonte : Acontece Comunicação e Notícias



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