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Simers pede a deputada abertura de CPI sobre crise da Ulbra



29/01/2009
O presidente do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers) e da Fenam, Paulo de Argollo Mendes, anunciou esta semana a proposta de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), na Câmara dos Deputados, sobre a crise da ULBRA. O pedido, com apoio da Associação Brasileira de Usuários do SUS (Abrasus), foi feito à deputada federal gaúcha Luciana Genro (PSol), na sede da entidade, em Porto Alegre. Ela afirmou que deflagrará, em fevereiro, a busca de 175 assinaturas de parlamentares para levar o requerimento da instalação da CPI à presidência da Casa.

Reunião dia 16 do próximo mês, para a qual serão convidadas todas as entidades ligadas a categorias que atuam na ULBRA (Sinpro-RS, Sindisaúde, diretório acadêmico e Associação de Médicos Residentes do Estado), definirá o teor do requerimento que embasará a proposta.

Argollo afirmou que somente uma CPI poderá traçar as razões da crise, indicar a responsabilidade dos gestores da universidade – uma das maiores do País e com atividades em diversos estados - e os danos para o ensino de mais de 140 mil alunos, à assistência em saúde a milhares de pacientes (SUS e do convênio do Ulbra Saúde) e a direitos de trabalhadores e prestadores de serviço, ante os recorrentes atrasos de pagamento e valores devidos desde outubro.

"A CPI ajudará na abertura da caixa-preta e no afastamento dos responsáveis, passos indispensáveis à sobrevivência da ULBRA", defendeu Argollo. A deputada destacou que a importância da universidade para a comunidade – usuários dos hospitais e serviços e alunos – justifica uma ação mais contundente. "Vamos buscar as demais entidades e todos que queiram ajudar a esclarecer as razões das dificuldades financeiras e buscar responsáveis", adiantou a deputada.

Luciana Genro reforçou a necessidade de buscar fatos claros, que incluem a dívida fiscal avaliada em mais de R$ 2 bilhões, o desrespeito a direitos trabalhistas e dos pacientes de hospitais que não têm sido atendidos. Para conseguir o apoio dos colegas, Luciana adiantou que apelará para a consciência dos parlamentares. "Quero crer que eles se colocarão ao lado da população e não da reitoria", declarou.

O presidente do Simers e da Fenam destacou que a iniciativa reforçará ações que a entidade, ao lado dos demais sindicatos e entidades, já acionou. Entre elas, está a formação de uma comissão externa da Câmara federal, com deputados gaúchos, que acompanha a crise. A diretoria do Simers já pediu medidas dos Ministérios Públicos Federal e Estadual e do governo estadual. Argollo ressaltou que há urgência em se tomar uma atitude. Os danos a pacientes atingem principalmente a área de traumato-ortopedia. O Hospital Independência, pertencente à ULBRA, opera com metade da capacidade, e é o segundo em número de leitos do SUS no Estado, com 42 vagas (17% das vagas da Capital). A unidade realizava 300 cirurgias por mês.
Fonte : Imprensa/Simers



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