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Protein?ria em gestantes hipertensas: perigo para a sa?de da m?e e do beb



12/11/2004
Presen?a de prote?na na urina estaria associada ? percentual de natimortalidade 10 vezes superior ? m?dia, ? taxa de ?bitos neonatais seis vezes maior e a diversas

complica??es no parto.



As s?ndromes hipertensivas da gravidez constituem uma das principais causas de mortalidade materna no pa?s. Devido aos riscos, gestantes hipertensas exigem, normalmente, cuidados especiais como pr?-natal diferenciado, exames laboratoriais espec?ficos e avalia??o minuciosa do feto. Outro motivo a mais de preocupa??o para essas pacientes ? a presen?a de prote?na na urina (protein?ria), associada a um

aumento proporcional das chances de complica??o durante a gravidez e no parto. Essa ? a conclus?o de um estudo realizado pela Unifesp com 334 gestantes com s?ndrome

hipertensiva, atendidas no Hospital S?o Paulo entre 1999 e 2002. Segundo a pesquisa, a incid?ncia de protein?ria ? duas vezes maior entre as m?es de primeira gesta??o (60%)em compara??o ?s que j? deram a luz a outras crian?as (30%) e percentual de natimortos ? tamb?m cerca de dez vezes maior, 14,5%(19/131) contra 1,4%(3/203).



No caso dos ?bitos neonatais (dos rec?m nascidos), a diferen?a permaneceu alta: seis vezes superior, 6,1%(8/131) contra 0,98% (2/203). Todas as mortes estavam relacionadas ? prematuridade e a maioria ocorreu antes da interna??o da m?e, o que, segundo a pesquisa, "demonstra alguma falha no sistema de atendimento prim?rio", sendo essenciais um maior cuidado na identifica??o dos fatores de risco e o diagn?stico precoce das altera??es. Segundo Tarc?sio Mota Coelho e sua equipe, respons?veis pela pesquisa, verificou-se "not?vel incid?ncia da prematuridade na presen?a da protein?ria e com a eleva??o dos seus n?veis, chegando ao percentual de 78,3% com 2g ou mais, versus 11,3% sem protein?ria".



As participantes da pesquisa, todas hipertensas, foram divididas em quatro grupos: sem protein?ria(203); com 0,3 a 1g de prote?na na urina (39); de 1 a 2g (45); e com 2g ou mais (47). Al?m disso, foram levadas em considera??o idade, press?o arterial na interna??o, resolu??o da gravidez e justificativas para eventuais ces?reas. A partir da an?lise dos resultados, observou-se que a eleva??o da protein?ria estava associada a piores progn?sticos perinatais (antes e depois do parto), tanto para as m?es quanto para o beb?. O estudo constatou que o sintoma relaciona-se tamb?m com a

idade: atingiu 18,8% das mulheres com mais de 40 anos e somente 2,7% das gestantes de 20 a 30 anos.



Em rela??o ao peso de nascimento, observou-se que na aus?ncia de prote?na na urina, ou quando presente at? 1g, o mesmo esteve acima de 2.500g. Enquanto que nos casos de

protein?ria acima de 1g ficou abaixo desse valor, constituindo 89,4%(19 casos) dos beb?s de extremo baixo peso. Esse ?ltimo caso, de acordo com os pesquisadores, gera um dilema: "manter a gesta??o, ou optar pela prematuridade extrema e correr o risco de maiores complica??es como a s?ndrome de desconforto respirat?rio, hemorragia intraventricular, enterocolite necrotizante, insufici?ncia renal e sepse, o que representa maior tempo de interna??o na unidade neonatal". A incid?ncia do parto

ces?reo foi superior ao parto vaginal em todos os grupos (73,3% contra 56,6%).



Para os pesquisadores, muitos ?bitos e complica??es ocorrem em fun??o da inefic?cia e a precariedade do atendimento da sa?de p?blica no Brasil. "O que se esperaria ? que, quanto melhor equipado e estruturado o servi?o de sa?de de um determinado local, menor seriam os seus ?ndices de mortalidade. Ao inv?s disso, observa-se no Brasil uma situa??o paradoxal, ou seja, nos hospitais de n?vel terci?rio (pesquisa) apresentam-se elevados coeficientes de morbidade e mortalidade por serem centros de refer?ncia em um sistema de p?ssima qualidade, destro?ado pela cr?nica falta de recursos e de planejamento, onde inexiste adequada distribui??o e estratifica??o no atendimento prim?rio e secund?rio", afirmam.



No artigo, os pesquisadores responsabilizam diretamente o Poder Executivo pela inexist?ncia de servi?os adequados em diversas cidades do pa?s. "Muitos dos munic?pios, por n?o oferecerem esse tipo de atendimento, em virtude da falta de

pol?ticas p?blicas direcionadas para a sa?de materno-fetal, mostram o atendimento prim?rio estacionado no devaneio dos governantes, deixando as complica??es para atitudes her?icas como um m?sero encaminhamento, por vezes com agravos e situa??es irrevers?veis. Muita das vezes, na maioria dos munic?pios, o ?nico investimento em sa?de ? uma ambul?ncia, como se isso representasse um grande benef?cio ? popula??o" lamentam.





Fonte : Ag?ncia Notisa



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