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Gestantes precoces enfrentam mais problemas



06/01/2005
Pesquisa mostra que, entre as adolescentes de 12 a 16 anos, h? maior rejei??o ? gravidez por parte do pai do beb? e da fam?lia, bem como piores condi??es financeiras.



Apesar de as taxas de fecundidade terem declinado a partir da d?cada de 70, o ?ndice de gravidez na adolesc?ncia aumentou e se tornou um s?rio problema de sa?de p?blica em diversos pa?ses. E nesse contexto, geralmente, quanto menor a idade das adolescentes que engravidam, maiores s?o os problemas enfrentados. Essa ? a conclus?o de um estudo realizado por pesquisadores da Funda??o Oswaldo Cruz, que levou em considera??o 1.228 gestantes do munic?pio do Rio com idade entre 12 e 19 anos.



De acordo com artigo publicado nos Cadernos de Sa?de P?blica, "a precocidade do in?cio das atividades sexuais, aliada ? desinforma??o quanto ao uso adequado dos contraceptivos e ? defici?ncia de programas de assist?ncia ao adolescente s?o alguns dos fatores respons?veis pelo aumento da gravidez, abortamento e doen?a sexualmente transmiss?vel na adolesc?ncia". No estudo, todas as participantes foram submetidas a um question?rio, composto por quest?es sobre o estilo de vida, os aspectos emocionais, a rea??o familiar e o apoio recebido pelas adolescentes.



Os pesquisadores observaram que 74% das meninas possu?am idade entre 17 e 19 anos e era de cor parda ou negra. Eles constataram que entre as mais jovens (de 12 a 16), foi maior a propor??o de adolescentes cuja primeira gravidez ocorreu antes dos 15 anos. Tamb?m foi maior neste grupo a propor??o de mulheres sem trabalho remunerado, o mesmo ocorrendo com seus companheiros, e com menor utiliza??o de m?todos contraceptivos. O desejo de engravidar foi significativamente menor neste grupo, assim como a aus?ncia de uma uni?o consensual com o pai da crian?a.



A equipe verificou ainda que a rea??o negativa do pai do beb? e dos familiares foi maior entre as adolescentes mais novas: "as adolescentes mais jovens, na maioria das vezes, n?o apresentam trabalho remunerado, sendo mais dependentes financeiramente, seja da fam?lia, seja do companheiro. Paralelamente, a tend?ncia para estabelecer uni?es com homens ainda adolescentes, e muitas vezes desempregados, deixa-as em uma situa??o s?cio-econ?mica mais prec?ria, o que pode torn?-las mais expostas a outras situa??es de risco social".



Com base nos resultados do trabalho, os pesquisadores ressaltam a import?ncia do desenvolvimento de pol?ticas p?blicas que privilegiem a educa??o sexual como forma de se adiar a ocorr?ncia da gesta??o. Segundo eles, "essas medidas possibilitar?o o desenvolvimento de todo o potencial ps?quico da adolescente, bem como a amplia??o de oportunidades de vida, que venham a garantir uma melhor condi??o social futura para as gera??es subseq?entes". No caso das que j? engravidaram, eles sugerem que sejam

feitas assist?ncias pr? e perinatais que incluam n?o somente a gestante, mas todos os envolvidos, como o companheiro e as fam?lias de origem de ambos. "Tais medidas favoreceriam o estreitamento do v?nculo com o pai do beb? e a cria??o de uma rede social mais efetiva de apoio ? adolescente", afirmam no artigo.



Fonte : Ag?ncia Notisa



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