Grupo de revisão de procedimentos e eventos em saúde faz sua primeira reunião
13/02/2009
Discutir a metodologia do trabalho para a revisão do rol de procedimentos da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) foi o tema principal da reunião do grupo de trabalho de revisão do rol de procedimentos e eventos em saúde, realizada na última quarta-feira (11/02), no Rio de Janeiro. O vice-presidente da Federação Nacional dos Médicos (FENAM), José Erivalder Guimarães de Oliveira, participou do evento representando a entidade.
Ele explicou que a revisão tem a perspectiva de incorporar novos procedimentos na área médica, ou seja, o que há de novidade no mundo da saúde, principalmente os mais modernos processos tecnológicos, as práticas cirúrgicas, os procedimentos de diagnose, enfim, tudo o que há de novo e cientificamente comprovado vai ser estudado para o processo de incorporação.
Para isso, o grupo de trabalho está analisando e iniciando as discussões sobre os procedimentos já adotados tanto pela Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos, a chamada CBHPM, quanto pela tabela do Sistema Único de Saúde (SUS), bem como pelas evidências clínicas trabalhadas nas sociedades de especialidades. "Tudo aquilo que há de novo e que é necessário incorporar e que cientificamente foi comprovado como eficaz para o tratamento do paciente pode, efetivamente, ser trabalhado na perspectiva dessa nova incorporação," acrescentou.
José Erivalder, no entanto, criticou a metodologia com a qual o grupo atualmente está trabalhando. O diretor acredita que não é suficiente fazer apenas uma análise de custos para verificar se os planos de saúde têm capacidade de absorver novos procedimentos. "O grande problema é que os planos de saúde reprimem a demanda, pagam muito pouco para os profissionais médicos e o usuário não usufrui efetivamente desse processo que foi incorporado ao rol de procedimentos. É preciso fazer uma análise do impacto que esses novos procedimentos, essas novas incorporações têm para a saúde dos usuários dos planos. De que adianta incorporar novos procedimentos quando o plano de saúde recrimina e acaba não disponibilizando aos usuários?", indagou o vice-presidente da FENAM.
Essa foi a primeira reunião do grupo. Ao todo, mais cinco encontros serão realizadas até a conclusão dos trabalhos. Depois disso, serão elaborados um relatório e uma proposta, que vão ser encaminhados para a Câmara Técnica de Saúde Suplementar.
Fonte : Taciana Giesel, com edição de Denise Teixeira
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