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Ceará: faltam 400 médicos nos PSFs



07/07/2009
"Em todo o Estado do Ceará há a carência de 400 médicos para o Programa Saúde da Família (PSF)". A informação, dada no dia 28 de junho pelo presidente do Conselho de Secretários e Secretarias Municipais de Saúde (Conssems-CE), Policarpo Barbosa, e mantida pelo secretário da Saúde do Ceará, João Ananias Vasconcelos Neto, representa apenas uma das dificuldades enfrentadas pela atenção básica do Estado.

Segundo João Ananias, somente em Fortaleza existem 120 equipes de PSF que não contam com médicos, das 223 implantadas. No Estado, são 400, das 1.722 implantadas. De acordo com o secretário da Saúde, a deficiência integra um conjunto de problemas que permeia a atenção primária. O cenário foi discutido durante o seminário "Atenção primária: desafios e perspectivas", por representantes de cerca de 100 municípios.

Como detalhou Ananias, "falta estrutura, há um subfinanciamento, que é reconhecido por todos, desde o Ministério da Saúde até os municípios. É preciso mais recursos para investir em equipamentos, reformas, garantir condições salariais melhores para fixar os médicos no Interior. Também é necessário qualidade e não há muitos profissionais qualificados para o serviço. A atenção primária é a principal ação dos Sistema Único de Saúde".

Já para Policarpo Barbosa, a ausência de médicos é devida ao crescimento na demanda por profissionais qualificados, gerado pela implantação do SUS há 20 anos. Isso porque, embora haja mais vagas, não existem tantos profissionais capacitados para ocupá-las.

Além disso, como complementa Samuel Abranques, diretor de comunicação do Sindicato dos Médicos do Estado do Ceará, a falta de condições de trabalho, sobretudo de segurança física para os profissionais, impede que eles se desloquem a determinados postos de saúde da periferia de Fortaleza ou, até mesmo, a alguns municípios do Estado. "Atrapalha bastante, pois os profissionais ficam receosos em chegar a determinados bairros da periferia, por exemplo", pontua.

Abranques também comentou que, assim como afirmam Barbosa e Ananias, o número de profissionais qualificados na assistência médica comunitária ainda é reduzido. Para ele, o quadro só mudará quando se investir mais em profissionais e em condições de trabalho.

Nos municípios deveria existir uma equipe do PSF para cada 20 mil habitantes. Porém, a equipe com médico, enfermeiro, dentista, dois auxiliares e seis agentes de saúde, além de carros, equipamentos e salários, custa R$ 24 mil aos cofres públicos. No entanto, deste total, somente R$ 12 mil é repassado pelo governo Federal, sendo o restante subsidiado pelo município.

Na opinião de Barbosa, "a atenção básica é a porta de entrada do sistema de saúde. 80% da população do Interior têm PSF e em Fortaleza é 60%". Até porque, como justificou, a partir desse atendimento inicial é que se pode prevenir que as doenças evoluam e que gerem mais demanda no setor terciário, por exemplo. Assim, ele frisa que, desde 2008, secretarias municipais de Saúde passaram a implantar o Núcleo de Apoio à Saúde da Família. A partir dele, foram incorporados fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, educadores físicos, psicólogos e fisioterapeutas.
Fonte : Sindicato dos Médicos do Ceará /SIMEC



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