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MG: médicos decidem paralisar por mais 48h



16/09/2009
Os médicos da Prefeitura Municipal de Belo Horizonte e Hospital Municipal Odilon Behrens decidiram ontem, dia 14, em Assembléia Geral Extraordinária, no Sindicato dos Médicos de Minas Gerais (Sinmed-MG), prolongar, por mais 48 horas – até as 7 horas de quinta-feira, dia 17 de setembro - a paralisação das atividades na rede pública de saúde. Durante esse período, os atendimentos aos casos de urgência e emergência estão assegurados.

A grande adesão ao movimento mostra o nível de descontentamento com a situação atual da saúde no município. Segundo levantamento do Sinmed-MG, no primeiro dia de paralisação, segunda-feira (dia 14), 85% das unidades de saúde vinculadas à PBH pararam total ou parcialmente. Outro sinal de união da categoria foi a presença de mais de cem médicos na assembléia que definiu pela continuidade da paralisação. Uma nova assembléia foi agendada para quarta-feira à noite (dia 16 de setembro), no sindicato. Até lá, a categoria espera uma nova proposta da Prefeitura.

Em entrevista à imprensa, o prefeito Márcio Lacerda disse não estar preocupado com a paralisação dos servidores da saúde, visto que os atendimentos de urgência e emergência serão mantidos: "Ao contrário de Lacerda, a categoria médica está muito preocupada e tem lutado por uma saúde de qualidade. A colocação dele mostra falta de sensibilidade e descaso com a área de saúde, que deveria ser prioridade no município. A população merece mais do que um atendimento de emergência e hoje o que vemos são as unidades trabalhando com equipes incompletas, demora de até quatro anos para realizar uma cirurgia ou um exame pelo SUS, falta de equipamentos e medicamentos nas unidades de saúde, falta de segurança e vários outros problemas que acabam desmotivando o médico a trabalhar na rede municipal", disse o presidente do Sinmed-MG, Cristiano da Matta Machado.

"Os gestores são os grandes responsáveis pelo caos na saúde e não os médicos e isso precisa ficar muito claro para a população. A categoria tem tentado de toda forma suprir as falhas do sistema de saúde e assim como a população, são vítimas da situação e não os culpados como alguns querem fazer crer. Os médicos vivem denunciando ao sindicato situações limites nas unidades de saúde, tendo que atender vários pacientes ao mesmo tempo, em condições precárias de atendimento", declarou o presidente.

Reivindicações dos médicos

Em campanha desde março deste ano, os médicos lutam por melhores condições de trabalho, com equipes completas e infra-estrutura adequada para oferecer um atendimento digno à população. Somado a isso, a baixa remuneração da categoria não atrai novos profissionais e desmotiva os que estão em atividade. No dia 12de agosto, a Prefeitura enviou uma proposta ao Sinmed-MG, que foi rejeitada pelos médicos, por beneficiar apenas uma pequena parcela da categoria e não mexer no salário base. "Sempre estivemos abertos ao diálogo com a Prefeitura", ressalta Cristiano da Matta Machado.

Buscando uma nova negociação, os médicos enviaram aos gestores, no dia 21 de agosto, uma contraproposta, reivindicando, entre outros itens, reajuste imediato do vencimento inicial da carreira de 26% ; classificação do Pronto-Socorro do Hospital Odilon Behrens para o nível D e nível C para os demais setores do hospital; classificação do Hospital Dia no nível C; isonomia das normas de trabalho entre todas as regionais da PBH; concurso público imediato e liberação das contratações até a efetivação do concurso.

A insatisfação com o sistema de saúde em Belo Horizonte e a revolta com o descaso da Prefeitura não acontece apenas com os médicos. Os demais servidores públicos municipais, ligados à área de saúde do Sindibel (Sindicato dos Servidores Públicos Municipais), decidiram, em assembléia própria, iniciar uma greve por tempo indeterminado, que começou na última quinta-feira (10/09). O Sindi-Rede, ligado à educação, também realiza assembléia, amanhã, 16 de setembro, para decidir pela adesão ao movimento.
Fonte : Assessoria de imprensa do Sinmed-MG



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