RS: sindicato quer esclarecimentos do MP sobre falta de assistência às gestantes em Guaíba
22/09/2009
O atendimento precário às gestantes e recém-nascidos em Guaíba levará o Sindicato Médico do RS (SIMERS) a pedir esclarecimentos ao Ministério Público local e a denunciar a situação à Procuradoria Geral de Justiça.
O SIMERS foi até á cidade na manhã da última segunda feira (21/09), conferir de perto a falta de assistência à Saúde, causada pelo fechamento do centro obstétrico e do centro cirúrgico do Hospital Nossa Senhora de Livramento (HNSL), feito pela Justiça por solicitação do MP.
Sem local para o nascimento dos bebês, as gestantes em trabalho de parto são encaminhadas ao Pronto Atendimento e, de lá, direcionadas aos hospitais Fêmina ou Presidente Vargas, em Porto Alegre. Quatro crianças já nasceram no PA, sendo que uma no carro e outra prematura de seis meses.
"O PA não está preparado para realizar partos e isso coloca em risco a vida das gestantes e dos bebês", destaca o representante do SIMERS, Jorge Eltz. Para o médico, a decisão da 2ª Vara Cível da Comarca de Guaíba, anunciada no dia 12 de agosto, deveria vir acompanhada de alternativas para o problema a ser criado. "Não estão nascendo mais crianças em Guaíba e, provavelmente, nas cidades vizinhas", destaca Eltz.
O médico conversou com os clínicos e pediatras da unidade, que se mostraram preocupados com a falta de condições para o atendimento, já que os partos estão sendo realizados na sala de emergência e há apenas um respirador infantil. A preocupação também é da secretária da Saúde de Guaíba, Janice Heidrich, que colocou duas ambulâncias e um carro para realizar o transporte das parturientes até a Capital. O objetivo é pedir que o Estado acelere a instalação de uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) na cidade, para que o atual PA seja transformado em um hospital.
Fonte : Imprensa Simers
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