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RS: sindicato discute com prefeito as deficiências em hospitais



06/10/2009
O Sindicato Médico do RS (SIMERS) se reúne na quinta-feira, dia 8, a partir das 16h30, com o prefeito de Canoas, Jairo Jorge, na sede da prefeitura. A entidade, que solicitou a audiência, considera a oportunidade muito importante para a busca de soluções às graves deficiências nos hospitais de Pronto Socorro local (HPSC) e no Nossa Senhora das Graças (HNSG).

A categoria médica denunciou falta de médicos nas duas instituições em áreas cruciais de atendimento – na UTI do HPSC e na obstetrícia, do Graças. O Sindicato também aponta atrasos de três meses no pagamento de procedimentos feitos por médicos no HNSG, apesar de o hospital receber mais de R$ 2 milhões mensais do SUS (município). A vice-presidente do SIMERS, Maria Rita de Assis Brasil, comentou que a expectativa é de que Jorge tome medidas para corrigir os problemas.

"Reconhecemos o esforço do município em melhorar a saúde, conforme nota oficial divulgada nesta sexta. Mas as deficiências apontadas pelos médicos não tiveram resposta até agora. Esperamos que a reunião avance neste sentido", adianta a dirigente. O prefeito anunciou ida a Brasília em busca de mais verbas, após as denúncias do Sindicato. Maria Rita informa ainda que o HNSG não cobra prestação de serviço dos convênios (IPE, Unimed etc) desde janeiro. "Com isso, impede o pagamento dos médicos. O hospital alega dificuldades financeiras, mas não cobra a conta de convênios. Não dá para entender".

Hospital de Pronto Socorro de Canoas - HPSC
Um dos problemas mais graves é a falta de intensivistas no Pronto Socorro local, o que coloca em risco a vida de pacientes internados na UTI, com capacidade para dez pessoas e permanentemente lotada. A situação tem sido levada à direção do hospital há cinco meses e, mais recentemente, à Secretaria Municipal da Saúde. Comunicado pelo SIMERS, o Ministério Público estadual pediu auditoria urgente para verificar a irregularidade.

"Prontuários de doentes comprovam que em diversos turnos de alguns dias da semana não há registro sobre a condição clínica dos internados, prova de que há negligência nos cuidados. Se tivesse intensivista, isso não ocorreria", explicou Maria Rita. "A UTI é um dos locais mais complexos do HPS. Não podemos aceitar tamanha irresponsabilidade". A vice-presidente esclareceu que concurso público já realizado pelo HPSC não consegue atrair médicos devido à falta de plano de carreira e remuneração adequada.

Hospital Nossa Senhora das Graças - HNSG
O SIMERS elencou diversos problemas. Partos: sem número suficiente de pediatras, o centro obstétrico (CO) é fechado, principalmente entre sexta e sábado. Em média, dez procedimentos são feitos por dia. A recente reabertura do CO do Hospital Universitário da ULBRA, que tem apoio total do SIMERS (o sindicato integra campanha para operação total do estabelecimento), não pode significar a redução ou desativação do serviço no HNSG, preveniu Maria Rita.

Atraso de repasse de verbas a médicos que realizam diversos procedimentos (cirurgias, exames, consultas etc) pode interromper atendimento. Maria Rita explica que os profissionais estão com três meses em atraso e podem parar. "Todos mantiveram o atendimento. Isso tem de ser valorizado pelo prefeito e a comunidade. Mas todos têm limite. Médico vive e sustenta a família com seu trabalho". Exemplo: radiologistas realizam 4,3 mil raios-x mensais para postos e demanda do hospital e só receberam valores referentes a abril.

O Gracinha recebe recursos globais (chamada contratualização), sendo que parte deve custear honorários médicos. "Isso é apropriação indébita. Por isso, cobramos fiscalização do município sobre a aplicação das verbas públicas", recordou Maria Rita, sobre nota oficial já publicada pelo SIMERS.

Outro fato que não tem explicação: a direção do hospital não cobra desde janeiro a prestação de serviços a convênios (IPE, Unimed etc). Com isso, médicos que fazem o atendimento não têm como receber seus valores. "É um volume importante de recursos e o hospital não está emitindo faturas para serem pagos pelos convênios. Isso é incompreensível ante as dificuldades financeiras que o hospital alega ter", confrontou a vice-presidente.
Fonte : Imprensa SIMERS



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