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Cuiabá: pediatras deixam postos no pronto-socorro



07/10/2009
Mais 20 médicos, desta vez pediatras do Pronto Atendimento Infantil, se demitiram do Pronto-socorro de Cuiabá (PSC) nesta terça-feira, 06/10, como parte do movimento reivindicatório por melhorias salariais e nas condições de trabalho da Saúde. Depois de cumprido o aviso prévio de 30 dias, os pediatras (o PA Infantil contava com 28, no total) fizeram como os cirurgiões do box de emergência na última sexta-feira e se consideraram desligados do PSC. O total de demissões de médicos na atual crise da saúde em Cuiabá já chega a 43.

A decisão foi tomada na última assembleia realizada pela categoria médica, na noite de segunda-feira. A categoria decidiu por continuar o movimento grevista e demissionário na saúde da Capital por não ter recebido, até o momento, propostas concretas de atendimento às suas reivindicações por parte do prefeito Wilson Santos.

Em entrevista coletiva na tarde desta terça-feira, o Sindicato dos Médicos de Mato Grosso (Sindimed) anunciou tanto a decisão da assembleia quanto 14 novos pedidos de demissão no PSC – 10 anestesistas, três ortopedistas e um cirurgião. Ainda ontem, 27 médicos das unidades de Terapia Intensiva (UTI) Neo-Natal e Pediátrica também discutiriam a melhor forma de aderir ao movimento demissionário e quando fazê-lo. De acordo com o Sindimed, de 60% a 70% desses médicos já protocolaram o pedido de demissão por meio do sindicato e já estariam cumprindo o período de aviso prévio.

Segundo o presidente do sindicato, Luiz Carlos Alvarenga, os médicos ficaram aguardando na noite de segunda-feira uma contra-proposta por escrito da prefeitura, que não chegou. Entretanto, Santos continua afirmando que não há recursos para aumentar os salários dos médicos.

Em relação ao tão falado "plano B" que Santos teria à disposição para preencher os postos deixados pelos médicos demissionários, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) divulgou nota explicando que solicitou ao Estado apoio financeiro de R$ 500 mil por mês para realizar contratações individuais de médicos ou para terceirizar o serviço, a fim de garantir procedimentos cirúrgicos no PSC.

Além de divulgar a medida, na nota, o titular da Saúde municipal, Luiz Soares, aponta que os médicos em movimento paredista não estão cumprindo a ordem judicial que os obriga a manter atendimento mínimo de 50% da escala normal de plantões nas unidades de saúde. O Sindimed nega, já que a medida anterior, que obrigava 60% em dias úteis e 80% nos fins de semana, já estava sendo cumprida. Soares também destacou que os novos pedidos de demissão não isentam os profissionais das penalidades da Lei Penal e do Código de Ética Médica.

Fonte : Diário de Cuiabá



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