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MG: médicos do Hospital Infantil João Paulo II paralisam dia 21 de outubro por melhores salários e condições de trabalho



14/10/2009
Os médicos do Hospital Infantil João Paulo II (HIJPII) vão paralisar o atendimento no próximo dia 21 de outubro, a partir das 7 horas da manhã até as 7 horas do dia seguinte. A decisão foi tomada em Assembléia Geral Extraordinária realizada no dia 7 de outubro com a presença de cerca de 25 profissionais. No dia da paralisação, serão mantidos os atendimentos de urgência e emergência. A triagem dos pacientes será feita pelos médicos, na entrada do hospital. Uma reunião com os gestores da Fhemig foi agendada para o dia 22 de outubro. Uma nova assembléia foi marcada para o dia 23, para avaliar o encontro com os gestores e decidir os rumos do movimento.

Cerca de 50 médicos pediatras trabalham na equipe de plantonistas do hospital, que registra uma média de 300 atendimentos dia, número que pode chegar a 500 nos meses com maior incidência de doenças respiratórias. Os médicos se queixam que quase todas as equipes da urgência estão incompletas, principalmente as que trabalham nos finais de semana, chegando o hospital a funcionar com um médico à noite. Segundo eles, a Fhemig realizou um concurso em 2007, mas pelo salário pouco atrativo ninguém quer trabalhar no HIJPII e as escalas continuam descobertas.

Outro motivo, segundo eles, da sobrecarga do atendimento é o fato de 40% dos pacientes serem de cidades vizinhas e de outras regiões do Estado e outros 50% virem de outras regionais de Belo Horizonte. A demanda inadequada é um retrato das falhas no sistema de saúde tanto em nível estadual como municipal. Os médicos também se queixam que mais de 50% dos casos que chegam ao hospital deveriam ser atendidos por outros serviços, como os centros de saúde e as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs).

A falta de equipamentos para atendimento é outro problema no dia-a-dia do hospital, que também não conta com estrutura para cirurgias. Não existe bloco cirúrgico, obrigando os médicos a "implorarem" por vagas em outras unidades como o Hospital Municipal Odilon Behrens e o Hospital das Clínicas, relatam. Segundo eles, um dos maiores problemas que enfrentam é o fato da Fhemig não ter uma unidade de referência em cirurgia pediátrica, causando um grande transtorno para as crianças que precisam desse tipo de atendimento.

Campanha desde julho

Os médicos do João Paulo II estão em campanha desde o início de julho. Depois de algumas reuniões, deliberaram em AGE, dia 29 de julho, por iniciarem a operação "caixa zero", com ações como: não preenchimento das AIHs (Autorizações de Internação Hospitalar); não preenchimento de guias de procedimentos de alto custo, quando realizados pela Fhemig; e não utilização do SIGH (Sistema de Gestão Hospitalar) para fins de prescrição e pedidos de exames nos ambulatórios, setor de urgência, setor de DIP (Doenças Infecto Parasitárias) e UCAS (Unidades de Cuidados de Assistência Secundária).

Entre as reivindicações dos médicos, estão: reajuste salarial; equiparação do abono de urgência com toda a rede Fhemig; pagamento do abono de urgência para todos os médicos do HJPII, inclusive os que trabalham na enfermaria e estão à frente dos pacientes em cuidados semi-intensivos; adicional de insalubridade; melhores condições de trabalho e equipes completas.
Fonte : Assessoria de imprensa Sinmed-MG



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