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RS: sindicato defende plano de carreira exclusivo para médicos da capital



19/10/2009
O representante da direção do Sindicato dos Médicos do Rio Grande do Sul (SIMERS), Jorge Eltz defendeu, ao ocupar a Tribuna Popular da Câmara Municipal de Porto Alegre, na tarde desta quinta, um plano de carreira exclusivo para médicos que atuam no município. A proposta teve amplo appoio de vereadorfes que se manifestaram após o pronunciamento de Eltz.

O médico, que é médico municipário, pediu que os vereadores agendem com o prefeito José Fogaça e o secretário da Saúde, Eliseu Santos, audiência para tratar da proposta, levada em 2008 a Fogaça. De acordo com Eltz, a intenção é pedir que seja feito um plano de carreira, cargos e vencimentos para os profissionais da área da saúde do Município.

"Já mantivemos contato e na época se mostraram sensíveis as nossas reivindicações, mas quando tentamos novamente um encontro, não mais nos receberam", alegou Eltz. Disse que o Simers está preocupado com a situação da saúde em Porto Alegre. "A população está desassistida, além da precariedade do funcionamento dos postos de saúde e a falta de médicos especialistas".

Eltz lembrou ainda que, quando houve a municipalização da saúde em Porto Alegre, foram abertos três grandes centros especializados na cidade. "O Santa Marta, o Pam 3, na Vila dos Comerciários, e o Pam 4 na Vila IAPI, que comportavam 50 médicos". Lamentou que atualmente apenas oito continuem em atividade, pois segundo disse, o restante já se aposentou. "E a população não tem a quem recorrer quando precisa de um especialista".

Na sua opinião, as precárias condições de trabalho oferecidas pela prefeitura e os baixos salários fazem com que os médicos abandonem seus locais de trabalho. Falou também que no último concurso realizado pelo Executivo foram chamados 25 profissionais e que hoje a metade já se exonerou. "Está havendo um retrocesso significativo. É preciso evitar que isso continue e se dê um novo rumo para esses profissionais", alertou o médico.

Vereadores

Airto Ferronato (PSB) disse que existem questões de responsabilidade dos governos. "Saúde, segurança, justiça, educação e previdência social são questões de Estado e não podem ser terceirizadas", considerou.

Para Aldacir Oliboni (PT) o prefeito Fogaça não incentiva os profissionais da saúde e não cumpre promessas da campanha eleitoral. "Não cabe dizer que o problema era do PT enquanto governou Porto Alegre, pois o atual governo não cumpre o que promete".

Luiz Braz (PSDB) defendeu a elaboração de um plano que considere todos os funcionários públicos e não somente os da saúde. "Tem que ser um pleito para todo funcionalismo público".

Na opinião de João Antonio Dib (PP) a carga horária dos médicos pode ser reduzida. "Para que busquem melhores condições de sobrevivência", disse o vereador.

Dr Raul (PMDB) disse que os médicos vêm sendo desvalorizados no mínimo há 20 anos em Porto Alegre. "A saúde pública depende basicamente dos médicos e o Simers tem dado exemplo nacional de luta pela categoria".

Fernanda Melchionna (PSOL) disse que o Executivo descumpre o prometido quando não atende o sindicato: "Age com desrespeito, pois ficou combinado em reunião aqui na Câmara que receberiam".
Fonte : mprensa Câmara de vereadores RS



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