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Médicos de Olinda paralisam atividades por 48 horas



27/01/2010
Em assembleia geral realizada na última segunda-feira (25), no auditório do Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe), os médicos da rede municipal de Olinda decidiram paralisar os serviços eletivos (ambulatórios e unidades do Programa de Saúde da Família) por 48 horas, nesta quarta e quinta-feira (27 e 28/01). A categoria reclama que recebe o pior salário municipal no Brasil: R$ 882 de salário-base, e afirma ainda não existe um Plano de Cargos e Carreiras.

Os médicos fazem manifestação em frente à Policlinica de São Benedito na quarta-feira (27) e no domingo (31) panfletagem na feira de Peixinhos, às 9 horas. Serão distribuídos panfletos à população explicando a situação em que se encontra a saúde de Olinda.

Os médicos estão indignados com a falta de condições de trabalho e de infra estrutura nas unidades de saúde, desfalques nas escalas de plantão, sobrecarga de trabalho, além de insegurança nos postos de saúde e policlínicas.

Segundo os profissionais, as ambulâncias do Samu estão sucateadas e além disso, boa parte das unidades do Programa de Saúde da Família como Jardim Brasil II, Alto da Bondade, Ilha de Santana II, Alto da Conquista, Sapucaia, entre outros, está com as equipes sem médicos há algum tempo.

O vice-presidente do Simepe, Silvio Rodrigues, disse que Serviço de Pronto Atendimento de Peixinhos enfrenta problemas com a falta de recursos humanos, principalmente de médicos em plantões noturnos. Ele acrescentou que, desde o ano passado, as discussões estão sendo mantidas com a Prefeitura de Olinda, mas sem sucesso no que diz respeito ao fechamento das negociações.

"Em 2009, o movimento médico apresentou resultados positivos nas negociações com as prefeituras do Recife, Petrolina, Caruaru, Cabo de Santo Agostinho e Jaboatão dos Guararapes. Buscamos a valorização dos médicos, como também uma melhor qualidade de atendimento à população", enfatizou.

O Simepe já reiterou pedidos de audiência com o prefeito Renildo Calheiros, visando encontrar soluções para a rede municipal de saúde. A prefeitura, por enquanto, não se manifestou em relação à pauta de reivindicações entregue pelo sindicato.
Fonte : Imprensa SIMEPE


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