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MS: pacientes agridem médicos em UPA de Campo Grande



29/01/2010
O problema da falta de segurança nos Postos de Saúde de Campo Grande, alvo de inúmeras denúncias do Sindicato dos Médicos de Mato Grosso do Sul (SinMed/MS), voltou a preocupar, e muito, médicos e autoridades do município.

No dia 21 de janeiro, na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Vila Almeida, bairro da capital, cerca de vinte pessoas invadiram os consultórios e tentaram agredir médicos e funcionários do posto. Fato este que demonstra e reforça a fragilidade das condições de segurança na rede municipal de saúde.

Para tentar amenizar está situação o prefeito de Campo Grande, Nelson Trad Filho, convocou uma reunião, no dia 25 de janeiro, com representantes da segurança pública, da saúde do município e também convidou o Sindicato dos Médicos do Estado, que na ocasião foi representado pelo diretor administrativo da Entidade, Dr. João Batista. O local escolhido a própria Unidade do Vila Almeida.

Depois de mais de mais de uma hora de conversa, uma das alternativas levantadas para minimizar o prolema e evitar possíveis incidentes como este foi o de cumprir a determinação do Ministério da Saúde, que prevê a presença de policiais militares nas Unidades de Pronto Atendimento, o que de fato não acontece na capital.

Segundo o prefeito Nelson Trad Filho essa será uma das providências a serem tomadas "Vou cobrar do governo, para que seja cumprida essa determinação". Além disso, o prefeito anunciou a contratação de 200 agentes patrimoniais para reforçar a segurança.

Trad também comunicou que a contratação de novos médicos é uma das prioridades. "Vamos chamar até o último aprovado no concurso de 2009. Já instrui o secretário para fazer isso. Depois vamos convocar mais. E tudo isso sem realizar concurso porque é uma situação de emergência".

Mesmo assim, o SinMed/MS declara que as medidas são insuficientes. O diretor administrativo do Sindicato dos Médicos, Dr. João Batista, explica que "é preciso que tenha segurança em todos os postos de saúde, e não somente nas UPA's. Além disso são necessários ao menos 30 a 40 médicos clínicos e também cerca de 30 a 40 médicos pediatras para solucionar o déficit e agilizar o atendimento na rede de saúde pública".

De acordo com Dr. João Batista a baixa remuneração praticada pela Prefeitura, que também vem sendo alvo de inúmeras reivindicações por parte da Entidade, é um dos fatores que contribuem para a falta de interesse dos médicos em atuarem no serviço público.

Em relação à segurança o diretor do Sindicato teme que essas medidas paliativas aumentem a tensão nas unidades. "Vai chegar uma hora em que o paciente ficará sozinho com o médico dentro da sala, e ai? Por issoé preciso trabalhar também a relação médico/paciente".

O Sindicato dos Médicos de Mato Grosso do Sul como medida preventiva irá relançar uma campanha realizada em 2008 com intuito de aproximar a comunidade do médico e dignificar a imagem do profissional perante a sociedade.
Fonte : Sinmed/MS



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