Médicos de Olinda paralisam atividades por quatro dias
Foto: Imprensa Simepe
08/02/2010
Os médicos que trabalham nos ambulatórios e no Programa de Saúde da Família (PSF) de Olinda, na Região Metropolitana do Recife, vão suspender as atividades a partir desta terça-feira (9/2) até a sexta (12). A categoria alega descaso do prefeito de Olinda, Renildo Calheiros, em negociar.
Os médicos de Olinda reivindicam equiparação salarial com os médicos de Recife, realização de concurso público, implantação do Plano de Carreira, Cargos e Vencimentos (PCCV) e melhorias nas condições de atendimento à população.
A decisão de paralisar as atividades foi aprovada durante assembleia na ultima sexta-feira (5). De acordo com o diretor do Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe), Tadeu Calheiros, a categoria tentou uma reunião com o prefeito Renildo Calheiros, mas recebeu a informação de que não havia proposta para ser apresentada por parte do município.
Esta será a terceira paralisação dos médicos de Olinda. Anterioramente, a categoria cruzou os braços nos dias 20 de janeiro (por 24 horas), 27 e 28 (por 48 horas). A próxima assembleia geral está marcada para o dia 23 de fevereiro, às 19h, no auditório do Simepe.
O Simepe vem denunciando que as unidades do PSF de Jardim Brasil II, Alto da Bondade, Ilha de Santana II, Alto da Conquista e Sapucaia estão com as equipes desfalcadas de médicos já faz algum tempo. "Já encaminhamos documento à Prefeitura de Olinda, reafirmando que é preciso uma política de valorização profissional da categoria, além de condições de trabalho e reestruturação de toda rede municipal de saúde", afirmou Calheiros. Segundo ele, o médico diarista de Olinda recebe apenas R$ 882 de salário-base e incentivo SUS de R$ 110.
Câmara
Na última quinta-feira (4), representantes do Simepe e profissionais que trabalham na rede municipal de saúde de Olinda participaram da sessão plenária realizada na Câmara de Vereadores Casa Professor Barreto Guimarães. Nas intervenções, os parlamentares foram solidários e apoiaram o movimento dos médicos, destacando que os profissionais recebem salários inexpressivos.
Fonte : Imprensa Simepe, com edição de Imprensa FENAM
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