Sindicatos Médicos:

 
Você não está logado
Entrar | Cadastrar




Palavras-chave

Presidente do Simepe diz que problema da saúde é grave e comunidade precisa reagir



04/03/2010
Uma nova assembléia do Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe) foi realizada na última terça-feira (03), às 19h, no auditório da Unimed Vale do São Francisco em Petrolina. O presidente do Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe), Antônio Jordão participou da assembleia e comentou sobre os vários problemas da rede municipal de saúde de Petrolina.

As reivindicações da categoria continuam as mesmas. A principal reclamação trata do não cumprimento do Termo de Compromisso, onde a prefeitura e as entidades médicas assinaram um documento, acordando desde melhores condições de trabalho e equiparação salarial com os médicos da rede estadual à realização de concursos públicos para suprir o déficit dos recursos humanos na área. O prazo para convocação do concurso foi até o final de 2009. Entretanto, o concurso não aconteceu, e ainda houve demissões. "O aumento salarial só foi cumprido porque virou lei na Câmara. A maioria dos itens não foi cumprida. A nova lei de produtividade que não foi votada foi implementada, com os prazos já esgotado. O próprio concurso publico para médicos. A gente sabe que Petrolina tem uma necessidade histórica de mais profissionais não só para Urgência e Emergência, como para PFS e algumas especialidades. Petrolina conta hoje com apenas dois cirurgiões pediátricos para dar conta de toda região e eles não agüentam mais, não pela questão de dinheiro, mas por uma questão de limite físico", criticou Dr. Jordão.

Dr. Jordão também criticou a forma como edital do concurso foi elaborado. Segundo ele, a formulação não teve a participação da categoria, como foi acordado anteriormente. Jordão também não concorda com os pesos dados a prova de títulos. "Nesse edital a pontuação de títulos ao invés de 20 pontos vai valer 40 valorizando quem tem mestrado, doutorado e trabalhos científicos publicados. Esse concurso é para assistência médica, os títulos que os médicos precisam mostrar para sua qualificação é residência, especialização experiência de trabalho na rede.

Ainda segundo o presidente esse edital deve ser revisto pelo prefeito. "Essa avaliação para quem está dentro da universidade está certíssima, mas não para assistência, então é como se estivesse direcionado para as pessoas que são próximas da universidade e o concurso fica contaminado, nós não estamos dizendo que Julio Lóssio tem esse intenção, mas quando você formula o concurso dessa forma dá essa impressão. Espero que o prefeito reveja essa situação para que não fique parecendo que e uma política de amigos".

O presidente finalizou pedindo a participação da sociedade em busca da qualidade da saúde de Petrolina. "Estamos voltando aqui em cima da ameaça, que já é parcialmente real, do fechamento de leitos, da demissão de médicos e diminuição de atendimento. Quando a prefeitura tira leito de hospitais para justificar a demissão de médicos isso é da maior gravidade, está condenando pessoas a morte e não podemos aceitar isso. A câmara de vereadores, as instituições e organizações civis, e a comunidade precisam debater esse assunto e se posicionar contra essa situação".

Médico responde comentário do prefeito de Petrolina

O prefeito Júlio Lóssio (PMDB) classificou como precipitado o movimento dos médicos que protesta contra o não cumprimento do Termo de Compromisso firmado entre o Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe) e a prefeitura em junho do ano passado.

O diretor da regional do Simepe, Dr. José Alberto Vieira destacou que não se trata de precipitação. " Nós fizemos um levantamento, enviamos um documento para Procuradoria Geral da União com a situação caótica e crítica da saúde municipal desde maio de 2009. Nós temos documentos que mostram a necessidade da população. Foi uma análise apurada e muito bem feita. Ela foi endossada e aprovado por todas as entidades e de certa gerou um documento em que a prefeitura deveria assumir um termo de compromisso para regularizar essa situação onde o município iria assumir essa situação", respondeu.

Segundo Dr. José Alberto os médicos estão cumprindo o código de ética e chegando ao máximo da tolerância em relação a isso. "A administração está indo na contramão da história, na contramão do bom senso. A população cresce e ao contrário disso se fecha leitos, se demites profissionais. Isso vai aumentar muito o numero de risco de morte das pessoas, não tenho dúvidas que isso vai repercutir no aumento de mortalidade da nossa população".
Fonte : Simepe



Avalie este conteúdo
Se você achou esse conteúdo interessante deixe seu voto clicando no botao "gostei". Os conteúdos melhor avaliados ficam em destaque para os outros usuários.


Este conteúdo tem 836 visitas

Para votar, você precisa estar logado no site.


Comentários


Deixe seu comentário






Digite as letras que você vê na imagem ao lado:



Interatividade FENAM
Nossos canais na Web 2.0
 
Informativo eletr�nico
Cadastre-se e receba por email as not�cias da FENAM




Enquete

Você é filiado ao seu sindicato?


Não
Sim
Opa, selecione uma op��o.









Caso seja mais de um amigo, separe os emails por vírgula.

Para votar, você precisa estar logado no site.


Desenvolvimento: RBW Comunicação |
© Federação Nacional dos Médicos - FENAM (2008)