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RS: sem sistema pelo 3º dia, médicos do Conceição voltam ao século passado



26/03/2010
Há três dias sem sistema para acessar exames e mudar condutas de pacientes, médicos da emergência do Hospital Conceição, a maior do Sul do País, precisam adotar rotinas do século passado. Segundo a vice-presidente do Sindicato Médico do RS (SIMERS), Maria Rita de Assis Brasil, a avaliação é prejudicada e mudanças de procedimentos demoram até 24 horas porque agora a única alternativa é a prescrição clínica. "Voltamos a agir como nas décadas de 50, 60, 70 e 80. É lamentável ante a tecnologia de diagnóstico de hoje, que não podemos acessar. Para uma emergência superlotada, é mais um agravante", protesta Maria Rita.

A situação é surreal e nada foi feito até agora pelos gestores públicos da saúde. Porto Alegre tem gestão plena do atendimento. O SIMERS compara: se voos atrasarem nos aeroportos, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) multa as companhias aéreas. Se um plano de saúde privado não cumprir o atendimento contratado, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) fiscaliza e também pode aplicar uma punição. "E quando a maior emergência pública do Sul do País fica sem sistema para acessar dados de pacientes e assegurar agilidade e pronta conduta dos médicos, quem entra em ação para preservar o direito dos pacientes?", questiona a vice-presidente do SIMERS.

A dirigente considera desrespeito a usuários e profissionais que no terceiro dia de pane no sistema informatizado do Hospital Conceição nada tenha sido feito para cobrar explicação ou estipular prazo para resolução do probelma. Ou mesmo buscar apoio de outras unidades hospitalares do SUS na Capital. "O SUS não é um ente espiritual. É um prestador de serviço como outro plano qualquer. A diferença é que é 100% financiado pelo setor público", demarcou Maria Rita. Segundo a dirigente, autoridades da Saúde municipal são responsáveis diretamente, junto com Estado e Ministério da Saúde, já que contratam os estabelecimentos para fazer o atendimento.

Maria Rita lembrou ainda que o Ministério Público também pode agir. O SIMERS denunciou a situação ao Consellho Regional de Medicina (Cremers), ante a dificuldade de exercício médico e a superlotação. "Nesta terça, rompemos a barreira dos 150 pacientes para 49 vagas. Daqui a pouco chegaremos a 200. Isso será normal?", protesta a médica, que atua na emergência do Conceição. Com a pane, atribuída a vírus e a rompimento de fibra ótica, médicos não conseguem acessar exames (impedindo a indicação rápida de terapêutica) e voltam a preencher manualmente dados, o que torna mais moroso o atendimento.

"Porque é paciente do SUS merece tamanho descaso? Pior é que vemos isso nas demais áreas da saúde, do posto sem médico, carência extrema de especialistas, falta de leitos e espera de anos para conseguir cirurgia", exemplifica a vice-presidente do SIMERS. A entidade lembra que o número de leitos do SUS caiu 35% em Porto Alegre entre 1993 e 2009 (eram 8.698 e passaram a 5.648). No Estado, a queda foi de 33%, com redução de 35.061 para 23.496 vagas no mesmo período.
Fonte : Imprensa SIMERS



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