Assim reagiu o presidente do Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp) e Secretário de Formação Profissional e Residência Médica da FENAM, Cid Carvalhaes, ao ser entrevistado pelo Jornal da Tarde sobre a falta de médicos nos hospitais vistoriados. "O piso salarial da Prefeitura, de R$ 2.200, é pouco atrativo". O texto lembra que em Osasco o salário inicial bruto é de R$ 3.600. Com as gratificações chega a R$ 4 mil. Acrescentou o presidente do Simesp: "O médico não pode ser considerado um mercenário, mas ninguém trabalha de graça. Nos hospitais, há falta de seringas, papel higiênico e instrumentos. E tem ainda a questão da falta de segurança".
A Comissão de Saúde divulgou relatório no qual estão indicadas as vagas ociosas no Hospital do Campo Limpo (há 358 médicos, a lotação deveria ser de 453 – faltam 95); Hospital do Tatuapé (há 377 médicos, a lotação deveria ser de 499 médicos, faltam 122); Hospital da Vila Planalto, em Itaquera (há 143 médicos, a lotação deveria ser de 234, faltam 91 médicos); Hospital de Ermelino Matarazzo (há 249 médicos, a lotação deveria ser de 388, faltam 139 médicos).
O promotor Arthur Pinto Filho, da Vara de Saúde Pública do Ministério Público Estadual, ratificou seu empenho em tentar intermediar acordo entre o Simesp e a Prefeitura para estabelecer um piso salarial. Ele afirmou ao jornal ter "diversas denúncias" da falta de profissionais na rede, o que seria, segundo o promotor, um dos grandes problemas da saúde de São Paulo, citando a baixa remuneração como uma das causas do quadro atual.
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matéria do Jornal da Tarde.