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RS: reunião definiu cronograma para criar carreira médica na capital



20/05/2010
A criação de uma carreira médica do SUS em Porto Alegre começou a tomar forma na última quarta-feira, dia 19, com o primeiro encontro entre Sindicato Médico do RS (SIMERS) e prefeitura. A carreira é uma das principais reivindicações da categoria dentro da campanha salarial e por aumento já, deflagrada em abril pelos médicos municipários e municipalizados, liderados pelo SIMERS.

Além do Plano de Carreira, Cargos e Vencimentos (PCCV), a categoria exige aumento da remuneração seguindo piso médico nacional. A expectativa é de um abono, a ser proposto nos próximos dias pela prefeitura e que deverá ser avaliado em assembleia dos médicos. Hoje mais de 1,3 mil profissionais atuam em postos, centros de saúde e hospitais municipais.

O diretor do Sindicato Jorge Eltz, que integra o Grupo de Trabalho da carreira, destacou que serão pontos cruciais no debate a fixação de jornada semanal de 20 horas e reconhecimento das especialidades médicas. O maior gargalo hoje do SUS na Capital é a falta de especialistas. "O PCCV e remuneração maior são imprescindíveis para manter médicos e atrair novos profissionais para o sistema público", advertiu o dirigente. Eltz lembrou que o Sindicato entregou proposta de PCCV em 2008 ao então prefeito José Fogaça.

Na primeira rodada de conversação do grupo de trabalho, criado pelo atual prefeito José Fortunati, o secretário de Coordenação Política e Governança Local, Cezar Busatto, reafirmou que a meta é colocar a nova carreira em vigor a partir de janeiro de 2011. "Até dezembro, serão avaliadas as propostas e avaliados os impactos", indicou Busatto. O GT da carreira tem representantes dos médicos, de áreas do governo (Gabinete, Administração, Saúde e Fazenda) e da Câmara de Vereadores. Os vereadores Odacir Oliboni e Thiago Duarte acompanharão a formulação do plano. A criação da carreira terá de ser aprovada pelo legislativo.

Há mais de cinco anos a categoria, liderada pelo SIMERS, pressiona a prefeitura para a melhoria e valorização das condições de trabalho. O SIMERS vem alertando que os baixos vencimentos – o piso de ingresso é de R$ 1.409,00 para 30 horas semanais – expulsam profissionais do SUS e desestimulam novos a entrarem na carreira. No HPS, faltam quase 70 médicos, 20% do quadro. No Centro de Saúde Vila dos Comerciários, zona sul, dos 50 especialistas, restam apenas oito. Aposentadorias de médicos das antigas carreiras do INAMPS e Estado devem agravar e acelerar a falta de profissionais no SUS.
Fonte : SIMERS



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