Sindicatos Médicos:

 
Você não está logado
Entrar | Cadastrar

SIMERS coleta assinatura para CPI da Saúde em Porto Alegre



09/06/2010
O Sindicato Médico do RS (SIMERS) começa nesta quarta (9) a coletar assinatura para abertura de uma CPI da Saúde em Porto Alegre. A entidade fará concentração na Esquina Democrática, Centro da Capital, entre 11h e 13h, para buscar adesões à proposta da população.

O abaixo-assinado será entregue depois à Câmara de Vereadores, para exigir a apuração do desvio de R$ 9,6 milhões repassados pelo município ao Instituto Sollus e que deveriam ter sido aplicados na assistência do programa Estratégia de Saúde da Família (ESF). O caso foi flagrado pela Polícia Federal em 2009.

Segundo o presidente do SIMERS,e da Federação Nacional dos Médicos (FENAM), Paulo de Argollo Mendes, o caso precisa ser esclarecido, com punição de responsáveis e recuperação do dinheiro. "A saúde enfrenta falta de médicos e filas para consultas e cirurgias, além de carência de itens básicos como respiradores no HPS. Os recursos precisam ser devolvidos para melhorar a assistência", exige o dirigente da categoria médica no Estado.

Argollo lembra que os mais de 1,3 mil médicos municipalizados e municipários que atuam em postos, prontos atendimentos e hospitais do município estão em campanha por aumento e carreira, mas a prefeitura se queixa de que não tem dinheiro.

"Queremos transparência na aplicação das verbas da saúde para saber quanto efetivamente qual o volume de recursos e onde é investido", cobra Argollo. Os médicos terão assembléia geral extraordinária nesta quinta, a partir das 19h30 na AMRIGS. A plenária apreciará proposta de abono, caso seja entregue pela prefeitura antes da assembleia e votará a possibilidade de paralisações.

Principais causas da crise na saúde na Capital:

> Piso de ingresso para médicos: R$ 1.409,90 para 30 horas semanais, um dos piores entre as capitais. O piso nacional médico é de R$ 7 mil para até 20 horas semanais, valor reivindicado pelo SIMERS.

> Expulsão de médicos do SUS: a baixa remuneração desestimula ingresso de novos médicos. De 70 concursados chamados entre janeiro e abril, apenas 25 assumiram. A Câmara de Vereadores autorizou em 2009 a contratação de cem. No HPS, faltam pelo menos 70 médicos, 20% do quadro de 360.

> Esvaziamento do SUS: Nos próximos cinco anos, 300 médicos vão se aposentar, quase 25% dos 1,3 mil médicos que atuam hoje em postos e hospitais do município (o número não inclui os médicos das equipes de saúde da família, todos terceirizados). Dos 1,3 mil, 970 são do quadro próprio da Capital e 350 das carreiras do ex-Inamps e do Estado (municipalizados nos anos 90 com o advento do SUS).

> Apagão de especialistas: é um dos problemas mais graves da saúde e causa número 1 das filas de espera de anos por consultas. Centros de saúde que concentravam médicos especialistas viraram prédios fantasmas (IAPI, Vila dos Comerciários etc). Médicos se aposentaram ou se exoneraram e não houve reposição. O Centro de Saúde Vila dos Comerciários tinha mais de 50 especialistas nos anos 90 e hoje tem apenas oito.

> Fechamento de leitos do SUS: a Capital perdeu mais de 3 mil vagas em hospitais entre 1993 e 2010. Hospitais como o Presidente Vargas tem leitos fechados por falta de médicos.
Fonte : SIMERS



Avalie este conteúdo
Se você achou esse conteúdo interessante deixe seu voto clicando no botao "gostei". Os conteúdos melhor avaliados ficam em destaque para os outros usuários.


Este conteúdo tem 994 visitas

Para votar, você precisa estar logado no site.


Comentários


Deixe seu comentário






Digite as letras que você vê na imagem ao lado:



Interatividade FENAM
Nossos canais na Web 2.0
 
Informativo eletr�nico
Cadastre-se e receba por email as not�cias da FENAM




Enquete

Você é filiado ao seu sindicato?


Não
Sim
Opa, selecione uma op��o.









Caso seja mais de um amigo, separe os emails por vírgula.

Para votar, você precisa estar logado no site.


Desenvolvimento: RBW Comunicação |
© Federação Nacional dos Médicos - FENAM (2008)