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RS: falta de médicos em postos superlota emergências



25/06/2010
O Sindicato Médico do RS (SIMERS) constatou nesta quinta-feira, 24, após blitz por cinco emergências do SUS na Capital o que a população sente na pele há muito tempo: a falta de médicos especialistas em postos é a maior causa da explosão da demanda nos serviços hospitalares e em Pronto Atendimento. Emergências viraram mini áreas de internação, mas sem estrutura. Pacientes adultos, principalmente idosos, com doenças crônicas e crianças com problemas respiratórios (comuns nesta época) superlotam emergências.

Relatório com informações e quadro da falta de estrutura e sobrecarga de atendimento será entregue nos próximos dias ao Ministério Público e Prefeitura de Porto Alegre, cobrando medidas para melhorar a assistência primária e secundária. No Interior, o mesmo quadro foi verificado em Pelotas - o Hospital Pronto Socorro somava 50 pessoas para 18 leitos. O Hospital Santa Cruz (Santa Cruz do Sul) registrou atendimento de 280 pessoas, ante média diária de 180. Quarenta tinham gripe. Internações pediátricas sobem 30% no Inverno.

Segundo o diretor do SIMERS, Jorge Eltz, que liderou as visitas feitas entre 8h e 18h, a situação seria bem outra se as pessoas pudessem ter acompanhamento adequado na rede básica e ambulatorial. "Os doentes não precisariam chegar tão debilitados, quando a única alternativa é um hospital mesmo. Bebês são levados para emergências, quando um pediatra, que hoje falta nos postos, poderia resolver a maior parte dos casos no consultório do posto", alerta Eltz.

A escassez de especialistas no SUS pressiona emergências e também gera lista de espera de anos para consultas. Aposentadorias e baixa remuneração, que expulsa médicos concursados, explicam o apagão de profissionais denunciado pelo SIMERS. "Trata-se de má-gestão. A prefeitura encara como custo a saúde, se nega a pagar melhor os profissionais e o quadro está cada vez mais dramático".

EMERGÊNCIAS MEGALOTADAS
A blitz revelou que três dos quatro hospitais visitados (Santa Clara – Santa Casa, São Lucas da PUC e Conceição - GHC) tinham ocupação de quase 400%. O HPS será alvo de nova blitz da entidade. Os dois casos mais graves foram o Santa Clara, onde 36 pessoas estavam "internadas" na emergência, onde há apenas oito leitos (lotação de 350%). Detalhe: nove delas estavam em um corredor, pois a sala do setor estava com 27 pessoas.

E São Lucas, com 40 pacientes para 13 vagas (200% de ocupação), com doentes sentados em bancos, na sala de medicação e no corredor, enquanto não abria vagas na internação do hospital. Na pediatra da instituição, mães faziam nebulização em bebês de meses sentadas em bancos, pois oito leitos estavam ocupados.

No Conceição, havia 104 pessoas para 49 vagas – 112% (número que chegou a 144 na véspera. Na sala verde, onde ficam casos crônicos, eram 83 doentes para 30 leitos (150% acima). No Pronto Atendimento Cruzeiro do Sul (PACS), onde a ação foi acompanhada pela Comissão de Saúde e Meio Ambiente da Câmara Municipal, crianças estavam em consultórios, pois todos os leitos estavam ocupados. No Hospital Presidente Vargas, a emergência pediátrica estava com menos ocupação que número de leitos.

Eltz destacou que devido à falta de leitos – Porto Alegre perdeu quase 3 mil vagas entre 1993 e 2010 - muitos doentes completam o tratamento nas próprias emergências, gerando distorção do objetivo do serviço e agravando a superlotação. "Quase 50% dos pacientes poderiam ser tratados nos postos", relata o chefe médico da emergência SUS da Santa Casa, Leonardo Fernandes.

As visitas demarcaram outra realidade: as emergências de adultos estão com ocupação bem acima da capacidade todos os meses do ano. Já a pediatria dobra nos meses de frio. A sala verde, com 30 vagas, somava 83 enfermos, alguns com nove dias de espera por cama nos andares ou em outros hospitais. O gerente de pacientes externos, João Albino Potrich, explica que para piorar a oferta de leitos de hospitais da Região Metropolitana foi interrompida esta semana pela regulação da Secretaria Estadual da Saúde.
Fonte : Taciana Giesel



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