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SIMERS faz apelo à população ante superlotação de emergências SUS e convênios



27/08/2010
A superlotação de emergências hospitalares do SUS, de convênios e privados, que já provoca fechamento de muitos serviços, levou o Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (SIMERS) a pedir a colaboração da população. A entidade orienta que as pessoas, que necessitam de consultas não urgentes, busquem postos de saúde, ambulatórios, clínicas e consultórios médicos. "É muito importante a solidariedade de todos neste momento. Vivemos uma situação inédita que precisa ação rápida dos gestores", destaca a vice-presidente do SIMERS, Maria Rita de Assis Brasil.

O SIMERS defende que seja decretado estado de calamidade pública na saúde para assegurar liberação de recursos e estrutura necessários à normalização dos serviços. O colapso das emergências do SUS é seguido pelo esgotamento da capacidade dos serviços voltados a convênios e particulares, como nos hospitais Mãe de Deus, Santa Casa e Ernesto Dornelles. A Imprensa divulgou que as emergências destes hospitais tiveram de suspender novos atendimentos e priorizar os mais graves. Instituições que não fecharam unidades apresentam demora de mais de cinco horas para atender usuários.

Maria Rita reforça que medidas definidas na reunião de terça-feira, no MP, principalmente reabertura dos hospitais da Ulbra – que somam 217 leitos – e maior oferta de leitos do Parque Belém e do Hospital Partenon – precisam ser agilizadas. O SIMERS denunciou a superlotação histórica nas emergências do SUS na segunda-feira. Mesmo quatro dias depois e com busca de leitos em hospitais menores e fora da Capital, instituições continuam a enfrentar sobrecarga. O Nossa Senhora da Conceição registra 173% a mais de pacientes internados. O Cardiologia, 250%.

"Estamos reduzindo a ocupação, mas o nível continua alto e acima da capacidade. As medidas precisam ser permanentes. São pessoas com doenças graves e saúde debilitada que necessitam de cuidados especializados. Muitos hospitais não têm estrutura adequada", ressaltou Maria Rita. Ela citou que hospitais como o de Guaíba e o Nossa Senhora das Graças, de Canoas, reduziram atendimentos em muitas especialidades e poderiam receber mais atenção dos gestores. O estabelecimento de Guaíba fechou a maternidade em 2009, por decisão da Justiça, que atendeu pedido do MP. "Resultado: em 12 meses apenas 17 bebês nasceram na cidade. Um ano antes, foram mais de 600", compara a vice-presidente do SIMERS.

>> Situação nas principais emergências SUS da Capital no dia 26/08:
> Conceição: 49 leitos – 134 pacientes (173% acima)
> HCPA: 49 leitos – 95 pacientes (93% acima)
> São Lucas: 15 leitos – 23 pacientes (53% acima)
> Instituto de Cardiologia: 10 leitos – 35 pacientes (250% acima)
> Santa Casa: 8 leitos – 23 pacientes (187% acima)
Fonte : SIMERS



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