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Residentes gaúchos em greve doam sangue nesta 4ª na Capital



01/09/2010
Médicos residentes gaúchos intensificam a mobilização da greve nacional nos próximos dias. Nesta quarta (1º), a partir das 9h, em Porto Alegre, eles doam sangue no Hemocentro (Avenida Bento Gonçalves, 3722). A iniciativa marca o Dia Estadual da Doação de Sangue. Na quinta (2), a partir das 10h, a categoria planeja ato público na Esquina Democrática, quando levará à população as condições de formação, sobrecarga de trabalho e baixa remuneração.

Participam residentes de todos os hospitais com paralisação – Clínicas, Grupo Hospitalar Conceição (GHC), Santa Casa, São Lucas da PUC, Presidente Vargas e HPS. Diego Menegotto, da Comissão Estadual de Greve, ressalta que a ação marcará o envolvimento da categoria com a assistência e também servirá de alerta sobre o movimento e luta por valorização da formação pelo governo. No Interior, residentes estão paralisados em Santa Maria (Husm), Caxias do Sul (Hospital Geral), Passo Fundo (Hospital da Cidade), Rio Grande (Furg), Pelotas (hospital da UFPel) e Santa Cruz do Sul (hospital da Unisc).

Na última terça-feira (31), grupo de representantes da categoria, que reivindica correção do valor da bolsa-auxílio, congelada desde 2007, manteve contatos com deputados estaduais para fortalecer a interlocução com o governo federal. A greve atinge, nesta quarta, 15 dias com adesão de 90% dos 22 mil residentes que fazem a formação em todo o País. Eles pedem reajuste de 38,7% na bolsa hoje em R$ 1.916,45. O presidente da Associação Nacional de Médicos Residentes (ANMR), Nivio Lemos Moreira Junior, cobrou posição dos Ministérios da Educação e o da Saúde durante audiência pública na Assembleia Legislativa de São Paulo.

Na semana passada, a ANMR propôs parcelamento do índice reivindicado – 28,7% a partir de setembro e 10% em 12 meses. O gesto mostrou flexibilidade e interesse em acordo, mas o governo federal descartou a proposta, mantendo oferta de 20% de correção, recusada pelo movimento na largada da paralisação. O índice é menor que os 23%, prometidos em final de 2006, como segunda parte de acordo de reajuste.

Na Assembleia Legislativa gaúcha, os residentes tiveram apoio de deputados, que reconheceram a luta, necessidade de melhorar a remuneração e a sobrecarga de trabalho dos profissionais. A greve foi destaque das manifestações em Plenário pelos deputados Miki Breier (PSB), Ciro Simoni e Kalil Sehbe (ambos PDT), Frederico Antunes (PP), Luiz Fernando Zachia (PMDB) e Marisa Formolo e Daniel Bordignon (ambos do PT). O presidente da Comissão de Saúde, Gilmar Sossella (PDT), informou que fez contato com o Ministério da Saúde, em Brasília, cobrando posição sobre as negociações. Berfran Rosado (PPS) prometeu que intermediará audiência com a governadora Yeda Crusius.

A ANMR enviou na última segunda, dia 30, carta ao governo federal solicitando formalmente a continuidade da mesa de negociações com a categoria, que completa duas semanas da greve nacional. Até o momento não há retorno do pedido. A associação também conta com apoio da Federação Nacional dos Médicos (Fenam), Conselho Federal de Medicina (CFM) e Associação Médica Brasileira (AMB) na busca por interlocução com os ministérios. Greves ocorridas em 2001 e 2006 tiveram conversação com o governo e resultaram em reajustes de até 30%.
Fonte : SIMERS



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