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RS: sindicato denuncia o risco de bebês nascerem em PA de Guaíba



30/09/2010
Sindicato quer ação do MP, que pediu fechamento da maternidade de hospital

Pelo menos dez crianças já nasceram este ano em condições de alto risco no Pronto Atendimento (PA) de Guaíba, alerta o Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (SIMERS). O caso mais recente foi no último sábado. A situação que só se agrava é provocada pelo fechamento há mais de um ano da maternidade do Hospital Nossa Senhora do Livramento, único que atende SUS, por ordem da Justiça.

O SIMERS denuncia que o local é completamente inadequado, não tem autorização sanitária para atuar com partos, médicos obstetras e pediatras, demais profissionais e equipamentos. "Não é uma maternidade", adverte o diretor do Sindicato André Gonzáles, que se reuniu nesta terça com o prefeito da cidade, Henrique Tavares, que é médico.

A entidade, que foi contrária ao fechamento da maternidade, pedirá nesta quarta reunião com o Ministério Público (MP) para busca de solução que assegure a vida de gestantes e de bebês. "Cabe ao órgão ajudar na garantia da assistência em saúde a que a população tem direito", reforça Gonzáles, informando ainda que mulheres grávidas de outras cidades próximas também têm buscado o PA.

A saída, para a entidade, é assegurar maternidade em um hospital. O que mais surpreendeu a entidade é que no PA já há um "kit" parto para atendimento. "É muita sorte que até agora não houve mortes. A situação é muito precária e não permite exercício da Medicina e garantia de assistência para gestante e bebês".

Foi a partir de um pedido do MP a obstetrícia do Livramento foi fechada. Dificuldades para contratar médicos e dívidas da instituição foram usadas como motivo para a ação pelo MP. Sem o serviço, gestantes deveriam ser levadas a Porto Alegre. Em recente fechamento da ponte do Guaíba uma gestante em trabalho de parto teve de ser levada de helicóptero para a Capital.

Levantamento do SIMERS no cartório especializado do município mostrou que entre 13 de agosto de 2009 e 12 de agosto de 2010 (um ano sem obstetrícia), apenas 17 crianças nasceram na cidade, apesar de terem ocorrido 961 registros (944 nascerem na Capital). Nos 12 meses anteriores, 608 crianças nasceram na cidade, entre 1.285 registros.

Na reunião com o prefeito da cidade e a secretária municipal da Saúde, Liliana Altmayer, o Sindicato alertou para os riscos. O prefeito informou que analisa a construção de um hospital municipal, mas que depende de aprovação de projeto, licitações e construção. Portanto, não é solução imediata. Tavares concordou que o PA não tem estrutura adequada para os partos. A solução terá de envolver governo estadual, aponta o SIMERS
Fonte : SIMERS



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