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RS: sob protestos de médicos, vereadores adiam votação de abono



01/10/2010
Mais uma vez, os vereadores de Porto Alegre adiaram a votação do abono para os médicos. Dirigentes do Sindicato Médico do RS (SIMERS) e médicos que foram ao Legislativo protestaram que, mesmo tendo 25 vereadores na Câmara, não houve quórum para votação.

A maioria dos parlamentares ficou fora do Plenário para não possibilitar a votação. "A eleição é para deputado federal e estadual, e os vereadores não comparecem. Deveriam dar chance aos suplentes para que a apreciação pudesse ocorrer", criticou o diretor do SIMERS, Jorge Eltz.

Nas galerias, moradores da Restinga protestaram e cobraram a aprovação para garantir médicos nos postos. No posto da Restinga Velha, o vereador Thiago Duarte denunciou que há médicos deixando as vagas devido à baixa remuneração. "Eram 12 médicos e agora são menos de dez".

O abono, que aguarda desde começo de agosto para ser votado, beneficia mais de 1,3 mil médicos. Na próxima terça, dia 5, assembleia da categoria definirá mobilização para aumentar a pressão no Legislativo. A plenária também avaliará proposta de Plano de Carreira, Cargos e Venciemntos (PCCV), apresentada pelo município nesta quarta.

O Sindicato alerta que, sem votar o abono, a dificuldade de contratação e manutenção de médicos no SUS aumentará. Hoje, médicos recebem pouco mais de R$ 2,1 mil brutos para jornada de 30 horas semanais. O piso é de pouco menos de R$ 1,5 mil. "Com a atitude, os vereadores também devem ser responsabilizados pela fila de doentes que só aumenta para conseguir consultas com especialistas", adverte o presidente do Sindicato, Paulo de Argollo Mendes. O município tem hoje um reumatologista para cada 500 mil pessoas.

Já houve duas prorrogações do atual concurso ante o baixo número de inscritos. "A última data agora é 3 de outubro". O abono é apenas complementação para os salários, enquanto não é aprovado um PCCV para a categoria, já em discussão com a prefeitura e prometido pelo prefeito José Fortunati para 2011.

Em cinco anos, mais de 300 médicos devem se aposentar no SUS da Capital. "Hoje só não tem médico no SUS. A Capital tem um médico para cada sete habitantes, enquanto a OMS preconiza um por mil. O efeito mais visível deste quadro é a superlotação das emergências", ilustra Argollo.

AS AÇÕES DA CATEGORIA:
DIA 5 DE OUTUBRO:
>> 19h30: Assembleia Extraordinária no SIMERS. Pauta: abono e proposta da prefeitura para PCCV dos médicos. Na sede do SIMERS (Rua Corte Real, 975)
Fonte : SIMERS



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