Sindicatos Médicos:

 
Você não está logado
Entrar | Cadastrar

RS: feriado em São Leopoldo sem traumatologista em hospital



13/10/2010
A população de São Leopoldo completou um feriadão de quatro dias sem traumatologista na emergência do Hospital Centenário. A situação, denunciada no último sábado, dia 9, pelo Sindicato Médico do RS (SIMERS), poderia ter sido evitada se a direção do hospital e a prefeitura tivessem ouvido os médicos e reforçado a equipe.

Reivindicação vem sendo feita há meses pela categoria. A falta de condições de atendimento é a principal razão para que profissionais concursados tenham pedido demissão. O Centenário registra média de 50 atendimentos na especialidade por dia.

Na última segunda (11) e até começo da noite de terça (12), o serviço se manteve sem traumatologista. Contato do SIMERS com o hospital comprovou que não havia o especialista, apesar de assessoria de Imprensa da instituição afirmar que tudo estava normal. Nesta quarta (13), o Conselho Municipal da Saúde tratará do problema em reunião a partir das 19h30. O SIMERS deve participar já que é integrante do órgão.

A direção do Sindicato também levará a grave deficiência, na única emergência da cidade, para o Ministério Público, exigindo que sejam tomadas medidas para assegurar assistência a que a população tem direito. Sem o especialista, população que sofre traumas e acidentes é encaminhada a outras unidades, como o HPS de Porto Alegre, gerando mais superlotação.

O Sindicato alerta ainda que uma emergência, principalmente como a do porte do Centenário, não pode operar sem traumatologista. A entidade lamenta alegação feita por representantes do município de que o hospital não teria este tipo de atendimento credenciado ao SUS.

"O hospital pode não estar credenciado para algumas cirurgias de maior complexidade. Mas a emergência tem de ter traumatologista e mais de um por plantão ante a grande demanda", cobra o presidente do SIMERS, Paulo de Argollo Mendes. "Por que haveria então uma equipe de médicos na emergência?", contrapõe o presidente.

Nas últimas semanas, dois médicos concursados pediram demissão. Eles cansaram de brigar por melhores condições de trabalho, ação que mobiliza a equipe há meses. A reivindicação é de que cada plantão tenha dois traumatologistas, dando conta da demanda e evitando interrupção do atendimento, como a que está ocorrendo. Os atuais traumatologistas ingressaram há três anos, depois da aprovação em concurso. Dos sete restam cinco.

Devido a férias e licença gestante, mais dois integrantes da equipe estão fora da escala, o que resulta em apenas três médicos. "Não dá para manter em funcionamento um hospital deste porte contando com grupo reduzido, no qual ninguém pode se afastar. Férias e licença são direitos dos trabalhadores. A obrigação de dar assistência é da prefeitura, junto com o Estado e União", ressalta Argollo.
Fonte : Simers



Avalie este conteúdo
Se você achou esse conteúdo interessante deixe seu voto clicando no botao "gostei". Os conteúdos melhor avaliados ficam em destaque para os outros usuários.


Este conteúdo tem 946 visitas

Para votar, você precisa estar logado no site.


Comentários


Deixe seu comentário






Digite as letras que você vê na imagem ao lado:



Interatividade FENAM
Nossos canais na Web 2.0
 
Informativo eletr�nico
Cadastre-se e receba por email as not�cias da FENAM




Enquete

Você é filiado ao seu sindicato?


Não
Sim
Opa, selecione uma op��o.









Caso seja mais de um amigo, separe os emails por vírgula.

Para votar, você precisa estar logado no site.


Desenvolvimento: RBW Comunicação |
© Federação Nacional dos Médicos - FENAM (2008)