Sindicatos Médicos:

 
Você não está logado
Entrar | Cadastrar

RS: capital não paga hospital e cirurgias pelo SUS são suspensas



27/10/2010
Mais um golpe à saúde pública da Capital e que deve agravar a demanda de pacientes para as emergências já abarrotadas, situação que se manteve nesta terça (26). O Sindicato Médico do RS (SIMERS) denuncia que, atraso de dois meses no pagamento pela prefeitura de Porto Alegre, levou o Hospital Parque Belém a suspender neurocirurgias pelo SUS a partir desta terça, dia 26.

Os 15 a 20 procedimentos cirúrgicos endovasculares mensais de alta complexidade. Trata-se do serviço com maior volume de cirurgias pelo SUS em Porto Alegre e possivelmente no Estado. A suspensão afeta a população da Capital, RMPA e Interior.

O presidente do SIMERS, Paulo de Argollo Mendes, considera o fato muito grave e alertou que a paralisação aumentará o sofrimento e mortes de pacientes. "Os governantes não resolvem o problema das emergências e ainda geram mais deficiências. Eles não estão interessados em garantir a assistência. Só pode ser isso", criticou o dirigente, citando que as medidas para aliviar emergências já foram listas – mais leitos, mais médicos e reforço de saúde em toda a RMPA. "Os gestores concordam com as medidas, mas não agem. Agora colaboram para fechar serviços. Está em marcha a privatização do SUS", alertou Argollo.

A direção do Parque Belém informou ao Sindicato que os atrasos somam R$ 1 milhões, referentes a mais de 30 procedimentos cirúrgicos e 40 internações. O hospital recebe cerca de90% de pacientes da Capital e RMPA e o restante do Interior, todos agendados pela Central de Regulação. A Capital recebe mais verbas do SUS para fazer estes atendimentos. Já houve atrasos nos repasses no passado, que após negociações acabavam sendo saldados.

Desta vez, a equipe do hospital foi surpreendida com a recomendação que teria sido feita pela própria Secretaria Municipal da Saúde para que a instituição deixasse de atender. "Fomos pegos de surpresa. Estou com três pacientes à espera de cirurgia e não tenho como transferir a outras unidades, pois não há vagas", explica o chefe do serviço de Neurocirurgia Endovascular do hospital, Paulo Passos. Há quatro que o Parque Belém atende na área pelo SUS. O SIMERS cobra atitude do gestor ante a desassistência da população.

O SIMERS reforça que a saúde vive calamidade na Capital. A superlotação de emergências é gerada pela falta de médicos e condições para diagnóstico e tratamento e postos e de leitos para internação. Com isso, a população busca os serviços onde consegue atendimento, mesmo que tenha de esperar. A Capital perdeu 3 mil vagas do SUS desde 1993.

Os dados da superlotação nesta terça (26):
> Conceição: 125 pacientes - 150% acima da capacidade de 50 vagas
> Clínicas: 132 pacientes - 170% acima da capacidade de 49 vagas
> São Lucas (PUCRS): 28 pacientes - 90% acima da capacidade de 15 vagas
> Cardiologia: 36 pacientes - 260% acima da capacidade de 10 vagas
> Santa Casa (Santa Clara): 31 pacientes - 290% acima da capacidade de 8 leitos
Fonte : Simers



Avalie este conteúdo
Se você achou esse conteúdo interessante deixe seu voto clicando no botao "gostei". Os conteúdos melhor avaliados ficam em destaque para os outros usuários.


Este conteúdo tem 1098 visitas

Para votar, você precisa estar logado no site.


Comentários


Deixe seu comentário






Digite as letras que você vê na imagem ao lado:



Interatividade FENAM
Nossos canais na Web 2.0
 
Informativo eletr�nico
Cadastre-se e receba por email as not�cias da FENAM




Enquete

Você é filiado ao seu sindicato?


Não
Sim
Opa, selecione uma op��o.









Caso seja mais de um amigo, separe os emails por vírgula.

Para votar, você precisa estar logado no site.


Desenvolvimento: RBW Comunicação |
© Federação Nacional dos Médicos - FENAM (2008)