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Paralisação no RS: hospital perdeu mais de 25% dos médicos por baixos salários



06/12/2010
Apenas pacientes graves e com risco de morte serão atendidos no Hospital Centenário nesta segunda, 6, que marca as 24 horas de paralisação dos médicos da instituição. Cirurgias eletivas (não urgentes) serão canceladas e reagendadas. A mobilização, que começa às 8h desta segunda (6) e se encerra às 8h de terça (7), lança alerta para o esvaziamento de profissionais devido aos baixos salários. Nos últimos meses, 25% dos médicos se demitiram.

Na noite de terça, 19h, nova assembleia da categoria, no anfiteatro do hospital, poderá aprovar paralisação por tempo indeterminado. O Pronto Socorro, obstetrícia e traumatologia atendem diariamente 350 casos. Partos serão atendidos normalmente. Também haverá coleta de sangue para banco de medula óssea, num gesto em prol da saúde. Associação dos Médicos do Centenário e Sindicato Médico do RS (SIMERS) ressaltam que diversos serviços do hospital já sofrem com a falta de médicos, mesmo sem o movimento.

Caso da traumatologia, que há meses fecha diversos dias da semana por falta de especialistas. Esta segunda e terça não há plantonistas na área devido à saída de médicos, levando mais de 50 pessoas a ter de recorrer a outros hospitais. "A paralisação só oficializará o que já é rotina: a falta de médicos", explica Antônio Vinadé, presidente da associação.

A mobilização foi considerada ética pelo Conselho Regional de Medicina (Cremers). Com isso, médicos que assumirem postos de quem aderir ao protesto, poderão ser processados pelo órgão. "Estamos mobilizados. Vamos manter apenas o que é essencial". A prefeitura local, responsável pela gestão total da saúde, ignora o pleito da categoria, mostrando que está indiferente com a qualidade e oferta de atendimento à população. Neste domingo, Associação e SIMERS começaram a distribuir panfletos aos moradores esclarecendo sobre como será o serviço.

Pacientes que não forem de urgência ou risco de morte serão encaminhados a unidades de saúde, como postos, após triagem. Cirurgias eletivas (não urgentes) serão suspensas e remarcadas. "Nosso protesto lança um apelo: a prefetura faz algo ou o hospital vai parar definitivamente por falta de médicos", destaca Jorge Eltz, diretor do SIMERS.

QUADRO CADA VEZ MENORM
São mais de 6 mil atendimentos ao mês. Quase 250 leitos, sendo 217 pelo SUS. O Centenário é um dos maiores hospitais fora de Porto Alegre e está agonizando. Desde 2009, 34 dos 120 médicos se demitiram. Hoje são 90, enquanto a demanda de pacientes aumenta. As endades médicas projetam que vão continuar os pedidos de demissão. Parte delas é de médicos concursados e os demais de celetistas. "São profissionais de alta qualidade, há anos no Centenário, mas que cansaram de esperar uma valorização que nunca vem. A prefeitura mostra que saúde não é prioridade", lamenta Vinadé.

Na mobilização, os médicos pedem equiparação imediata dos salários de plantonistas e rotineiros aos dos médicos do SAMU. Hoje eles ganham ao mês R$ 2,7 mil. Os colegas do Samu recebem R$ 3,8 mil e todos são concursados. A prefeitura propôs abono entre R$ 600 e R$ 800, proposta recusada há duas semanas. O valor reivindicado é de pouco mais de R$ 1 mil, a ser incorporado aos vencimentos. Abono não é salário.

Mas o prefeito Ary Vanazzi e seus assessores ignoraram o pleito e enviaram o abono à Câmara de Vereadores, que aprovou o projeto. "Mas isso não interfere no movimento. Os médicos querem melhoria salarial e quem mais ganhará com isso serão nossos pacientes", alerta Vinadé.
Fonte : Imprensa/SIMERS



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