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RS: greve de médicos do Centenário é alerta para valorização de categoria



14/12/2010
A greve dos médicos do Hospital Centenário, de São Leopoldo, que entra nesta terça (14) no segundo dia com término às 8h de quinta, é alerta ao prejuízo provocado ao SUS pela baixa remuneração e falta de condições de trabalho. O hospital registra demissão de quase 30% do quadro médico desde 2009. Profissionais concursados e com anos de casa cansaram de esperar por uma valorização e pediram para sair. A categoria adverte que abono oferecido pelo município não será suficiente para atrair médicos. Prefeitura diz que fará contratação emergencial.

Os cerca de 90 médicos do hospital querem equiparação de salários ao quadro do Samu. O abono é temporário e não é incorporado ao vencimento. O Sindicato Médico do RS (SIMERS) e Associação dos Médicos do Centenário cobram a responsabilidade do prefeito do município, Ary Vanazzi, na garantia de assistência. No primeiro dia, os médicos mantiveram atendimentos de urgência, partos e cirurgias demandadas pelo pronto socorro. Os procedimentos eletivos (não urgentes) serão reagendados.

Os médicos se concentraram em frente à instituição e entregaram carta à população esclarecendo as razões do movimento, que teve apoio da população. A categoria também repudiou conduta da administração municipal que preferiu comprar atendimentos em traumatologia do Hospital Regina (privado), em Novo Hamburgo, em vez de contratar mais médicos e pagar melhor os traumatologistas concursados.

"Certamente, o custo será mais elevado. Já sabemos que houve casos de pacientes encaminhados para lá e que depois voltaram para fazer cirurgia no Centenário. Outra prática absurda é pagar até quatro vezes mais por um plantonista autônomo, por 24 horas, em total desrespeito aos médicos do quadro que lutam por remuneração mais digna", denuncou Fabio Gatti, diretor do SIMERS.

A traumatologia não tem médico em quatro dias da semana. Até a noite desta quarta, a assistência também estará suspensa por falta de especialista. Por dia, a o pronto socorro recebe mais de 50 casos, a maioria vítimas de acidente. No final de semana, o SIMERS flagrou, em vistoria no hospital, que a UTI de adultos, com dez pacientes graves, ficou sem assistência médica por mais de oito horas.
Fonte : Simers



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