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GO: Cirurgiões gerais e do aparelho digestivo continuam paralisados



26/04/2011
Após analisar a proposta do Presidente do Ipasgo, José Taveira, os Cirurgiões Gerais e do Aparelho Digestivo que atuam junto ao Ipasgo, reunidos em Assembleia Geral Extraordinária (AGEP), na noite desta terça-feira (19/02) convocada pelo Sindicato dos Médicos no Estado de Goiás (SIMEGO), decidiram manter a paralisação aos atendimentos dos usuários do Ipasgo.

Em ofício encaminhado ao SIMEGO, Taveira afirmou que neste momento é impossível adotar a tabela CBHPM plena com acréscimo de 20%, afirmou ainda acreditar que os honorários em atraso (o mês de dezembro) deve ser pago até o mês de agosto deste ano, e que assim ocorrendo, a instituição considerará estar em dia com os vencimentos dos profissionais, pois, a partir de fevereiro os pagamentos serão efetuados até o 5 dia útil após o repasse dos recursos financeiros do Tesouro Estadual.

E sobre o contingenciamento de cirurgias eletivas, terceiro item da pauta de reivindicações dos médicos, houve a assertiva que o mesmo deve continuar por pelo menos seis meses e após este prazo serão feitos estudos para verificar a possibilidade da liberação dos procedimentos.

Diante do exposto, os médicos não encontraram outra saída senão manter o movimento paredista. Os atendimentos de urgência e emergência devem ser mantidos.

Lembrando que o SIMEGO alerta que o não acatamento das decisões da AGE poderão incorrer em denúncias no Conselho Regional de Medicina como ficou estabelecido pela própria AGEP, de acordo com o Artigo 49 do código de Ética Médica que diz que é vedado ao médico: "Assumir condutas contrárias a movimentos legítimos da categoria médica com a finalidade de obter vantagens".
Histórico - Após a primeira AGE realizada no dia 01 de setembro foi enviado um ofício à direção do Ipasgo com as reivindicações dos médicos cirurgiões. Os profissionais reivindicam adoção da CBHPM vigente com acréscimo de 20% - estabelecido o prazo para cumprimento de 90 (noventa) dias; Inclusão de cirurgia por vídeo no rol de procedimentos - estabelecido o prazo para cumprimento de 30(trinta) dias. Não houve resposta do Ipasgo para este ofício.
Os Cirurgiões se reuniram novamente no dia 06 de outubro e deliberaram por reiterar suas reivindicações, sendo então encaminhado um novo ofício via SIMEGO, para a direção da instituição. Obtendo como resposta que seria inviável financeiramente para o instituto a adoção da tabela CBHPM, principal reivindicação dos profissionais.
No dia 21 de outubro outra AGE foi realizada e os cirurgiões decidiram por manter o movimento conforme decisão anterior e reiterar o ofício já enviado ao Ipasgo.

Na tentativa de encontrar uma solução para as negativas do Ipasgo foi realizada a AGE do dia 29 de novembro.

Desde o dia 01 de dezembro os cirurgiões não estão realizando cirurgias videolaparoscópias e nenhum outro procedimento que não tenha cobertura do instituto. Podendo entretanto, realizar a livre negociação com o paciente para estes procedimentos sem cobertura e atender o paciente na modalidade particular, como já foi dito anteriormente, se este assim o desejar.

Em AGEP convocada pelo SIMEGO no dia 12 de janeiro os cirurgiões decidiram por paralisar a partir do dia 01 de fevereiro de 2011 também a realização das cirurgias eletivas dos usuários deste plano de Saúde, já que as videocirurgias já estão suspensas desde o dia 01 de dezembro de 2010. Ficou definido ainda, que consultas e exames diversos serão mantidos.

No dia 01 de fevereiro foi realizada outra AGEP que reiterou a proposta da anterior e paralisou as cirurgias eletivas, mantendo as consultas e outros procedimentos, assim como a realização das cirurgias abertas que configurem casos de emergência.

Entretanto, no dia 15 de março em nova AGEP os médicos decidiram por tentar mais uma vez a negociação com a direção do Ipasgo através de novo ofício enviado à direção, mas não houve resposta satisfatória por parte do instituto.

No dia 29 de março a decisão da AGEP foi pela continuidade do movimento de paralisação das cirurgias eletivas ficando estendido também às consultas eletivas.

Uma AGEP composta de diversas especialidades (Angiologistas e Cirurgiões Vasculares, Cirurgiões Oncológicos e de Cabeça e Pescoço e Otorrinolaringologistas) que ocorreu no dia 12 de abril, culminou em um encontro com o presidente do Ipasgo, José Taveira, com representantes das especialidades e do SIMEGO, no dia seguinte (13/04).

Taveira, disse entender o posicionamento dos médicos e que analisaria os pedidos com carinho, mas reafirmou que só vai discutir reajustes de honorários após o pagamento da dívida das pessoas jurídicas, que foi parcelada em 15 meses e que mandaria uma proposta oficial por escrito para o SIMEGO para ser analisada pelos médicos na AGEP.
Fonte : SIMEGO



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