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DF: sindicato constata sobrecarga de trabalho na clínica médica do HRAN



18/05/2011
A realização simultânea de reformas e o sucateamento de unidades de saúde em todo o Distrito Federal provocam sobrecarga nas demais unidades. O Hospital Regional da Asa Norte (Hran) não é exceção à regra: de 4,6 mil consultas em fevereiro, a emergência da clínica médica pulou para mais de 7,6 mil em março e abril. Aumentou a demanda, mas não a quantidade de profissionais: dois profissionais atendendo a mais de 40 pacientes por turno.

Esse foi um dos aspectos observados por membros da diretoria executiva do Sindicato dos Médicos do Distrito Federal (SindMédico-DF) na visita àquela unidade de saúde. Foi a segunda atividade do programa SindMédico na Cidade, que vai percorrer as diversas unidades de saúde do DF nos próximos meses, para verificar in loco as condições de trabalho dos médicos da Rede Pública de saúde.

O próprio Hran precisa passar por reformas. As instalações hidráulicas, por exemplo, precisam ser totalmente trocadas. Das 26 máquinas do sistema de refrigeração, somente quatro funcionam. "Quando assumimos, todos os contratos de manutenção estavam vencidos. Agora já estão todos regularizados", informou o diretor da regional de saúde, o pneumologista Paulo Feitosa.

As reformas do Hran ocorrem em etapas. Hoje se vê uma diferença imensa entre as instalações de ambulatórios como o da pneumologia – com salas amplas, pintura testurizada nova e mobiliário mais adequado –, e os cubículos em que os doutores mal têm espaço para efetuar exames na emergência.

Desde que assumiu, Feitosa tem feito remanejamentos nas diversas áreas do hospital, propondo abrir mais leitos e adequar o uso dos espaços à demanda pelas diversas especialidades. Também busca centralizar na mesma área os setores dedicados à burocracia, liberando as áreas destinadas à assistência.

Setores como o de alergias, no ambulatório, também pleiteiam mudança. As duas salas destinadas a essa especialidade têm de comportar consultas e armazenamento de medicamentos concomitantemente. Têm de ser trancadas com chave tetra nos horários em que não há equipe da especialidade em função do que é armazenado – as salas deixam de ser utilizadas nesses momentos.

Na área da tecnologia, a equipe do SindMédico verificou que o sistema informatizado nem sempre funciona e, nessas horas, faltam formulários para substituir, por exemplo, o prontuário eletrônico. No quesito da ergonomia, a situação é mais complicada, pois o mobiliário é completamente inadequado ao uso de computador, tanto mesas quanto cadeiras. O diretor afirma já haver requisitado a substituição.

"É preocupante ver a situação de trabalho dos médicos da clínica médica do Hran se repete, com maior ou menor grau de comprometimento, em várias unidades de saúde. Mais que a realização do concurso, é necessário o estabelecimento de políticas para manter os médicos na Rede Pública", afirma o presidente do SindMédico, Gutemberg Fialho. "A melhoria das condições de trabalho e a reformulação do Plano de Cargos, Carreira e Salários são parte desse processo. Vamos negociá-las com o governo", avisa.

Fonte : Assessoria de Comunicação do SindMédico/DF



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