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MG: falta de leitos é vilã da saúde no Estado



08/06/2011
Dados oficiais mostram que Minas Gerais tem um leito para cada grupo de 441 moradores

Os problemas da saúde no Estado vão bem mais além da região metropolitana de Belo Horizonte. Em toda Minas Gerais, a carência de infraestrutura e de pessoal das cidades próximas à capital se estendem também ao interior. O principal problema é a falta de leitos.

Com mais de 19 milhões de habitantes, o Estado tem hoje apenas 44.438 leitos - em uma matemática superficial, Minas disponibiliza um leito para cada grupo de 441 habitantes. Os dados do Ministério da Saúde mostram que há uma carência de 4.500 leitos.

A situação fica ainda pior quando os dados são destrinchados. Dos 44.438 leitos em todas as especialidades, como obstetrícia e pediatria, apenas 27.472 são para casos clínicos e cirúrgicos, os mais procurados.

O presidente do Sindicato dos Médicos de Minas (Sinmed), Cristiano da Matta Machado, disse que os 555 hospitais existentes para atender suas 13 principais regiões não são suficientes. "Em praticamente todos os municípios, a saúde é precária. Se na região metropolitana vemos tanta deficiência, a coisa fica pior no interior ".

Um exemplo, segundo ele, é Serro, no Alto Jequitinhonha, onde os médicos atendem em casas emprestadas pelos moradores porque não há posto de saúde ativo. "Há município que só tem médico uma vez por semana", disse Matta Machado.

O subsecretário estadual de Políticas e Ações de Saúde, Maurício Botelho, reconhece que ainda há muito a ser feito em Minas, mas afirma que o Estado vai cobrar mais eficiência das prefeituras. "Temos três médicos para cada mil habitantes. Estamos muito abaixo do ideal, mas a gestão de saúde é responsabilidade do município", diz. O secretário afirma ainda que pretende regionalizar o salário dos médicos. "Estamos orientando os municípios a se unirem para evitar o leilão entre profissionais".

Repercussão

Na última semana, O TEMPO publicou uma série de reportagens especiais sobre a situação dos hospitais e unidades de pronto-atendimento de cinco municípios da região metropolitana de Belo Horizonte. Desde então, leitores enviaram várias denúncias sobre problemas em suas cidades.

No caso das unidades de Contagem, após a publicação da reportagem, a Secretaria de Saúde convocou uma reunião com o Sinmed. A negociação não agradou a categoria, que deve se reunir no próximo dia 30 para uma assembleia. A Prefeitura de Santa Luzia também entrou em contato com o sindicato e garantiu que os salários atrasados serão pagos no próximo mês. Machado afirmou ainda que campanhas por melhores condições de trabalho estão sendo realizadas por médicos em vários municípios mineiros.

Crise ameaça três unidades da capital

Destino dos pacientes da região metropolitana que não conseguem atendimento adequado, Belo Horizonte tem três unidades de saúde em grave crise financeira. Os hospitais São Bento, Santana e SOS já paralisaram pelo menos parte de seu atendimento.

O SOS, no Santo Agostinho, região Centro-Sul, atende hoje só os pacientes em retorno das consultas. Os serviços de internação e urgência estão suspensos. A recepcionista do São Bento, no bairro Santa Lúcia, região Centro-Sul, confirma que a unidade só realiza consultas e que suspendeu as internações e cirurgias - 90% de seus atendimentos são feitos pelo SUS. O hospital chegou a ser interditado por três meses, em novembro de 2010, por causa de irregularidades constatadas pela Vigilância Sanitária. A unidade, referência em cirurgias ortopédicas, foi reaberta em fevereiro, após reformas e adequações. A direção não foi encontrada.

O Hospital Santana, no Barroca, na região Oeste, está com as portas fechadas há mais de 15 dias. Nenhum responsável foi encontrado.

Segundo o presidente do sindicato dos empregados em serviços de saúde (Sindees), Roberto Verônica, pelo menos 500 funcionários já estavam sem receber há três meses. "A população vai perder muito sem esses hospitais", afirmou. A Secretaria Municipal de Saúde informou que não pode investir nos hospitais, que são privados, mas que tenta uma negociação com os proprietários.(JS)

Hospital fica só na promessa; exame é vetado

Após a publicação da série de reportagens sobre saúde pública na região metropolitana de Belo Horizonte, moradores e profissionais de Ibirité, na mesma região, denunciaram problemas no município. O jornalista Renan Mendes, 44, denunciou que o Executivo não cumpriu uma promessa de mais de sete anos de construir um hospital na cidade. Médicos contam que o cenário na UPA de Ibirité é aterrorizante. "O serviço de urgência é muito precário", disse. Profissionais denunciaram que a prefeitura chegou a emitir uma circular orientando os médicos a não pedirem "exames complexos" porque não pode pagar.

A assessoria de imprensa da Prefeitura de Ibirité afirma que vai inaugurar o prometido hospital neste ano e que o atraso é devido à "grandiosidade da obra". (JS)
Fonte : SINMED/MG e Jornal O Tempo - Cidades



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