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DF: médicos de São Sebastião se esforçam para suprir carência de pessoal, material e equipamentos



09/06/2011
Médicos de São Sebastião se esforçam para suprir carência de pessoal, material e equipamentos. Fluxo de pacientes desproporcional à capacidade da unidade e insegurança são grandes problemas

Na Unidade Mista de Saúde de São Sebastião (UMSS) funcionam um posto de saúde, uma unidade de emergência de clínica médica e pediatria e uma casa de parto. A insegurança, em sentido duplo, ronda os médicos que ali atuam. Foi essa a situação detectada pela equipe de diretores do Sindicato dos Médicos do Distrito Federal (SindMédico-DF), em visita à unidade durante atividade do projeto SindMédico na Cidade, no dia 20 de maio.

Por um lado, a rotina violenta da cidade tem eco na unidade de saúde, onde agressões e ameaças fazem parte da rotina dos profissionais de saúde. Por outro lado, a insegurança no exercício de suas funções: clínicos atendem pediatria, pediatras atendem clínica. Com a casa de parto anexa, os pediatras ainda são forçados ao atendimento de casos neonatais e nos casos de obstetrícia, quando há complicações.

A área do posto de saúde se encontra em reforma, o que aumenta a confusão na unidade. A vigilância existente é apenas patrimonial e não oferece auxílio aos servidores nem aos pacientes – segurança policial na área da unidade de saúde é cortesia do destacamento que serve à região administrativa e não funciona com regularidade.

Faltam clínicos para preencher as escalas de plantão. Não há plantonistas dessa especialidade nas manhãs e noites de segunda-feira, nas noites de terça e quarta-feira, nas tardes e noites de domingo. Daí, ocorrem os casos de desvios de função de pediatras atendendo clínica médica, embora não seja a função para a qual foram aprovados em concurso e contratados pela Secretaria de Saúde.

Com cerca de 3 mil atendimentos mensais, os plantonistas – geralmente dois, ocasionalmente apenas um – chegam a atender 96 fichas em um turno de seis horas. O box de emergência conta com apenas um respirador, um aparelho de eletrocardiograma em mau estado e um desfibrilador. A sala de observação para adultos não tem leitos e a pediátrica tem apenas dois – internações são impossíveis.

Além de desempenhar as funções das suas especialidades e de especialidades alheias, os médicos têm de exercer funções de chefes de equipe e negociar as remoções de pacientes. Apesar da falta de estrutura, ocorre de o Serviço Móvel de Atendimento de Urgência (Samu) levar para ali pacientes com trauma torácico grave – nem ao menos drenagem torácica pode ser realizada. E a remoção dos pacientes é dificultada por haver apenas uma ambulância antiga, sem equipamentos. A unidade também não tem estrutura laboratorial.

A equipe se queixa de, apesar da falta de estrutura, não encontrarem apoio ou sequer solidariedade, nos casos de necessidade de remoção de pacientes que não têm como atender – o que ocorre tanto na área da própria regional de saúde, nas unidades de referência de especialidades e até mesmo no Samu no caso da necessidade de ambulância com suporte avançado. A ambulância disponível na unidade não tem sequer o suporte básico.

A área do posto de saúde encontra-se em reforma, com a promessa de melhores instalações em futuro próximo. Cena inusitada até para uma situação de reforma, a equipe encontrou uma reumatologista prestando atendimento, sem exames, sob a cobertura do pátio para ambulâncias.
"Temos de destacar a dedicação aos pacientes e o compromisso com a população dos profissionais, que continuam se esforçando para oferecer atendimento com qualidade, apesar de se verem em um verdadeiro cenário de medicina de guerra nessa unidade", ressalta o presidente do SindMédico, Gutemberg Fialho.

A direção do SindMédico vai se reunir com a equipe e administração da UMSS para discutir a situação caótica da unidade e, posteriormente, buscar solução junto à Secretaria de Saúde. A equipe reivindica:

-Maior número de médicos clínicos e pediatras;

-Definição de fluxo e volume de atendimento;

-Implementação da classificação de risco em todos os plantões e clínicas;

-Pactuação dos hospitais de referência compulsória para as remoções dos pacientes das especialidades de pediatria e clínica médica;

-Maior resolutividade na atuação do Programa Saúde da Família e do posto de saúde para diminuição de reencaminhamento à emergência;

-Esclarecimento às demais unidades da rede de que a unidade de São Sebastião não é hospital, mas um posto de atendimento básico com emergência funcionando 24h;

- Plantão policial 24h na unidade de emergência.

Fonte : Sindmédico/DF



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