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DF: faltam médicos, equipamentos e insumos no Hospital de Sobradinho



12/07/2011
Como na maioria das unidades públicas de saúde do DF, no Hospital Regional de Sobradinho, são os profissionais mais antigos que sustentam o funcionamento do hospital. Daí a necessidade de imersões, ainda que rápidas, em cursos de atualização se faz premente. Os médicos sentem maior necessidade pelo fato de, mesmo não estando a cargo de função de preceptoria, ter de orientar residentes nos atendimentos.

O planejamento das ações de saúde na regional de Sobradinho prevê um complexo com atenção básica e de saúde mental entre outras iniciativas para melhoria no atendimento à população. A reforma no hospital, no entanto, apesar da necessidade visível, é de difícil realização pela impossibilidade de remanejamentos para isolamento de áreas. A ala ambulatorial da pediatria é a única em todo o hospital que não passa a impressão de desorganização e falta de manutenção predial.

Na sala de repouso da pediatria, por exemplo, há um buraco no revestimento de gesso de uma coluna no teto, o revestimento das poltronas é desgastado e rasgado, favorecendo o acúmulo de ácaros. Os berços e macas são antigos, com sinais de oxidação. Os médicos esperam que nas novas instalações da unidade materno-infantil em construção as normas sanitárias sejam seguidas a contento.

Faltam clínicos

Na clínica médica, há falta de médicos. Os médicos aprovados nos concursos mais recentes renunciam ao emprego diante das condições de trabalho e da remuneração insatisfatória. Aposentadorias e redução de carga de trabalho comprometem ainda mais o funcionamento do serviço. Com nove clínicos efetivamente trabalhando, as escalas são apertadas e em duas manhãs a cada semana não há plantão matinal.

Na cirurgia clínica o número de cirurgiões é suficiente para a demanda, mas faltam anestesistas e vagas em leito. Uma única enfermaria divide espaço entre as especialidades de ortopedia, proctologia, ginecologia urologia e clínica geral. Os corredores são ocupados por macas e quando chegam casos de urgência, há dificuldade para circulação das macas dos serviços de socorro.

Estrutura física inadequada

A sala de observação, onde os pacientes deveriam ser medicados e receber alta no mesmo dia, funciona como internação, onde passam de três a quatro dias. Não há estrutura física adequada para uma área de isolamento.

Os ginecologistas são insuficientes para a demanda e mesmo havendo disponibilidade de horas extras, muitos não querem a extensão da jornada de trabalho.

Sem unidade de neonatalogia, uma unidade intermediária funciona improvisadamente na pediatria. Com falta de vagas crônica em UTI pediátrica improvisa-se a internação na sala de emergência da pediatria.

A inauguração do novo bloco materno-infantil, ao mesmo tempo em que pode oferecer melhoria nas condições de trabalho, traz a preocupação de não haver número adequado de profissionais para o funcionamento adequado. Estima-se a necessidade de 40 a 60 médicos e a equipe atual é de dez.

Equipamentos e qualificação

Falta de equipamentos e insumos são problemas crônicos. Em caso de intercorrência em que se faça necessário o uso de laringoscópio, o médico se vê diante do dilema de ter de optar por um ou outro paciente.

Os médicos também se queixam da falta de treinamento para as equipes de auxiliares do centro cirúrgico. Em dez anos sem reforma, essa ala está em estado de decadência.

A diretora geral Joana D’Arc Gonçalves da Silva expôs aos diretores do SindMédico as aquisições de terreno para a ampliação dos serviços de saúde na regional. Explicou que o projeto do bloco materno-infantil é de dez anos e precisou ser adaptado. A regional, demonstrou, terá forte atuação na atenção básica, com o aumento das unidades da Estratégia Saúde da Fmília (ESF).

"O planejamento para a Regional de Saúde de Sobradinho é extenso e não deve se concretizar em quatro anos de mandato. Espera-se que a realização desse projeto não ocorra à parte das melhorias necessárias na estrutura que já existe. A estrutura do hospital precisa de atenção urgente", afirma o presidente do SindMédico, Gutemberg Fialho.
Fonte : SindMédico-DF



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