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Um pedido de SOS na saúde em Rondônia


Foto: Simero/divulgação
Um pedido de SOS na saúde em Rondônia
Paciente no chão espera pelo atendimento


01/08/2011
Desde janeiro deste ano, a população que necessita de atendimento médico de urgência em Rondônia tem convivido com uma sucessão de problemas, que vão desde superlotação, falta de material e medicamentos. A situação se agravou, mesmo com a decretação de estado de calamidade pública na área de saúde pelo governador Confúcio Aires Moura (PMDB), na primeira semana de janeiro. O pronto-socorro do maior hospital do Estado, o João Paulo II, continua recebendo mais de 400 pessoas por dia, entre usuários de Porto Velho e de outras regiões, além de pacientes do Mato Grosso, Acre, Amazonas e até da Bolívia. Em todo o estado, são cerca de três mil atendimentos diariamente.

O assunto foi tema de reportagem da Rede Globo, no Jornal Nacional, mostrando o drama por que passa o povo daquele estado do norte brasileiro, que se arrasta, provocando até uma ação civil do Ministério Público, que questionou a viabilização dos programas de terceirização, cujos tetos se tornaram absurdos, como por exemplo em ortopedia. Nessa especialidade, o médico terceirizado poderá realizar até oito cirurgias ortopédicas por dia, recebendo o valor de R$ 1.250,00 cada. Ao fim de cada dia, o valor pode chegar a 10 mil reais. "Cumprindo a carga horária normal de um médico público, um único profissional terceirizado poderá ganhar até 120 mil reais, teto completamente incompatível com a realidade local. Isso simplesmente ridiculariza o servidor público da saúde", denuncia o presidente do Sindicato dos Médicos de Rondônia, Rodrigo Almeida Souza.

Rodrigo Almeida acompanha com preocupação a "novela" que já dura metade do ano sem solução. Segundo ele, faltam não só profissionais médicos para atender a demanda crescente no caso das emergências públicas, como também paramédicos, profissionais de enfermagem, e outras categorias. O pronto-socorro do Hospital João Paulo II não tem conseguido atender nem em volume e nem em qualidade as necessidades da população da capital, Porto Velho, e de outras localidades.

A FENAM, segundo recomendação do seu presidente, Cid Carvalhaes, solicitou aos sindicatos que observem e comuniquem sobre o funcionamento das emergências e atendimentos de urgência nos seus estados, o que motivou o presidente do Sindicato de Rondônia a chamar a atenção com um pedido de SOS para o setor de saúde daquela região brasileira, que apresenta, atualmente, uma demanda de cerca de três mil atendimentos por dia em todo o estado, e entre 400 a 500 atendimentos por dia só nas unidades de pronto-socorro público.



Fonte : Aparecida Torneros, com edição de Denise Teixeira



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