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AM: audiência debate Estratégia Saúde da Família



22/08/2011

O presidente do Sindicato dos Médicos do Amazonas (Simeam), Mario Vianna, participou na última quarta-feira, 17, de uma audiência pública realizada na Câmara Municipal de Manaus (CMM), para discutir sobre a Estratégia Saúde da Família.

Além do presidente do Simeam, participaram do evento Antônio de Pádua, do Conselho Regional de Medicina (Cremam), Marc Artur Stork, da Associação Médica do Amazonas (AMA). Representante da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), do Sindicato dos Cirurgiões Dentistas, do Conselho Municipal de Saúde, do Sindicato dos Agentes Comunitários do Amazonas, dos Conselhos Locais de Saúde e entidades de movimentos comunitários também compareceram ao encontro.

A reunião começou com a apresentação dos números da Secretaria Municipal de Saúde sobre o Programa Médico da família. Tais indicadores foram prontamente contestados tanto pelos profissionais da saúde que atuam no programa, como pelos próprios representantes dos movimentos comunitários.

"Na apresentação da colega da Semsa, observamos de cara que a cobertura da ESF é conhecidamente como sendo deficiente, pois atinge apenas 30%, quando o ideal seria 70%. Também sabemos que as condições de trabalho, e as instalações precárias prejudicam o trabalho, em que pese a mudança de algumas poucas unidades, para módulos bem estruturados. Isso sem falar na ausência de alguns profissionais como fisioterapeutas, psicologos e outros", afirmou o presidente do Simeam.

Ainda segundo Mario Vianna, 90% dos médicos que trabalham na ESF acham consideram que estrutura das antigas casinhas – que é ainda a maioria – é inadequada e existe uma dificuldade enorme na contratação de médico, e faltam medicamentos. "Outro agravante é a distribuição inadequada, já que a territoriarização está incompleta. Atualmente, uma unidade atende mais de quatro mil pessoas, quando o ideal é que se atendesse, no máximo três mil", explicou.

A aumento no número de equipes, melhores condições de trabalho e de remuneração e a realização de um concurso público específico para a ESF foi amplamente discutido pelos representantes da área de saúde que participaram da audiência pública. "A remuneração de todos os profissionais da saúde não é compatível com o trabalho, pois a defasagem salarial tem levado ao abandono e a migração desses profissionais", informou o presidente do Simeam.

"Infelizmente, como a gestão é bastante deficiente de uma forma geral e implementa políticas de saúde desastrosas, é mais fácil colocar culpa nos seus profissionais, seja ele de nível superior, médio ou fundamental.

Concurso Público e Campanha Salarial

Ainda durante a audiência pública, Vianna informou que há cerca de dois meses foi feita uma solicitação para que fosse iniciada com a classe médica a implantação do piso nacional no valor de R$ 9.188,22 para uma carga de 20 horas, ou o dobro para dedicação exclusiva. "Nós profissionais da saúde não temos feriado, fim de semana e outras situações, sem falar das agressões que sofremos, e com a demonização da nossa imagem que foi criada, como o velho e já conhecido módelo do bode expiatório e o médico tem sido ao longo dos anos servido a essa estrategia de forma passiva".

O presidente acrescenta que não se vê o judiciário intervindo e obrigando a realização de um concurso público, não só para os médicos, mas para outras áreas também. "Se existe uma grande quantidade na entrada e saída de profissionais, é porque a seleção está sendo feito de forma inadequada, e sem critérios específicos. Se a área básica está mal, as outras também estão, e não pode-se querer que o profissional da ESF resolva todos os problemas. Portanto, remuneração digna e concurso publico são necessários, e, de imediato, pelo menos na visão do Simeam", concluiu o presidente.

Ao final da reunião, a vereadora Lúcia Antony (PC do B), que foi quem propôs a discussão acerca do assunto, propôs a continuação de uma nova audiência pública para continuar debatendo o assunto. A sessão foi encerrada pelo presidente da Comissão de Saúde da Câmara Municipal de Manaus, Homero de Miranda Leão.
Fonte : SIMEAM



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