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MG: sindicato e médicos do estado buscam apoio dos deputados



15/09/2011
Buscar o apoio e comprometer o maior número de deputados estaduais com as reivindicações dos médicos do Estado. Com esse objetivo, a diretoria do Sindicato dos Médicos de Minas Gerais (Sinmed-MG) e médicos da rede pública estadual estiveram, dia 13 de setembro, na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.


Compareceram pelo sindicato, o presidente Cristiano da Matta Machado, e os diretores Helena Garrido (Hospital Infantil João Paulo II), Edson Freixo (Hemominas) e Leonardo Belga Ottoni (Pronto Socorro João XXIII), além de representantes das várias unidades e da Secretaria Estadual de Saúde (SES).


A comitiva foi recebida por quatro deputados: Délio Malheiros (PV), presidente da Comissão de Defesa do Consumidor; Paulo Lamac (PT), vice-presidente da comissão de Defesa dos Direitos Humanos; Antônio Júlio Faria (PMDB), presidente da Minoria; e Carlos Mosconi (PSDB), presidente da Comissão de Saúde da ALMG.


Além de conversarem com os médicos, os deputados receberam um envelope com um histórico de cada movimento, as pautas de reivindicações conjunta e específicas de cada unidade e os vários ofícios já encaminhados à Secretaria de Estado de Saúde. Os documentos foram entregues e protocolados, ainda, nos gabinetes dos seguintes deputados: Duílio de Castro, Rogério Correa, Neider Moreira, Romeu Anízio, Durval Ângelo, Sargento Rodrigues, Wilson Batista e Luzia Ferreira.



Como foram as visitas

Durante as visitas, o presidente do sindicato e os médicos presentes relataram a situação de cada unidade. Os representantes da SES - entre eles três médicos já aposentados - foram veementes em suas reivindicações. O problema desses médicos já era conhecido da maioria dos deputados. Abandonados pelo Estado, depois da municipalização de alguns serviços de saúde, cerca de 1.500 profissionais recebem um piso vergonhoso de R$1.800 e não têm o cargo de médico, sendo classificados como analistas de atenção à saúde. Embora recebam complementariedade da Prefeitura, a grande preocupação é a aposentadoria. Eles explicaram que o valor complementar não é contabilizado para efeito de aposentadoria e que a luta, que já se estende, há vários anos, é para equiparação salarial com os médicos da Fhemig e a conquista do cargo de médico.


O deputado Délio Malheiros disse que conhecia vários médicos nessa situação e se prontificou a apresentar emendas com as reivindicações: "A situação é injusta e insustentável", avaliou.


Já os representantes do João XXIII, Hemominas e HIJPII falaram sobre a principal dificuldade no dia a dia de trabalho: as equipes incompletas. Deixaram claro que só concurso não resolve: é preciso melhorar o salário para motivar o médico a permanecer no serviço público. "Ao invés de procurar resolver essa situação, o governo está fechando ou reduzindo os serviços de saúde, causando grande desassistência à população", denunciou a diretora Helena Garrido.


Depois de ouvir os médicos, o deputado Paulo Lamak se queixou das dificuldades enfrentadas pela oposição no governo Anastásia, da mordaça imposta à imprensa e do que ele chamou de "verdadeiro assédio à base governista", impedindo qualquer afronta à vontade do governo.


O deputado Antônio Júlio de Faria reiterou as palavras de Paulo Malac, avaliando que o governo está "confundindo autoridade com autoritarismo". Como forma de envolver o Legislativo no problema, sugeriu um audiência pública, se propondo a encaminhar um requerimento nesse sentido. E deu a dica: "Governo só funciona na pressão".


O último gabinete a ser visitado foi o de Carlos Mosconi, presidente da Comissão de Saúde, um apoio importante para a categoria. Depois de afirmar que se solidariza com as reivindicações, Mosconi disse que o clima no momento, com a greve da Educação, não é dos melhores, mas se comprometeu a dar os primeiros passos para a solução do problema. Entre eles, uma conversa com o governador sobre o assunto e a realização de uma audiência pública com os médicos do Estado.


Ao final, o presidente do sindicato, Cristiano da Matta Machado, considerou as visitas muito positivas: "Conversamos com lideranças importantes, que de certa forma se comprometeram a nos apoiar. Agora, vamos acompanhar de perto os encaminhamentos", disse.
Fonte : SINDMED-MG



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