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RS: flagra em atendimento precário a crianças no HMIPV e denuncia ao MP



17/10/2011
O Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (SIMERS) flagrou condições de extrema precariedade no atendimento a crianças no Hospital Materno Infantil Presidente Vargas (HMIPV). A situação já foi comunicada à Promotoria de Justiça da Infância e Juventude de Porto Alegre, com pedido de providências para que seja garantida a assistência e a proteção à saúde dos pacientes.

Superlotação na emergência da instituição, uma das principais nesta área do SUS na Capital, falta de pediatras e alas de internação fechadas e sem prazo para serem reativadas foram as situações mais graves, flagradas em vistoria feita pelo Sindicato na tarde dessa sexta (14). Hoje a emergência é o único local de atendimento para os menores, concentrando casos urgentes, de observação e internados. Devido a reformas, a unidade de psiquiatria passou a ocupar o andar da internação pediátrica, que desceu à emergência em setembro.

"Encontramos lá crianças internadas ao lado de outras em observação, muito distante do mínimo adequado aos cuidados, aumentando os riscos de infecção, por exemplo. Uma mãe está com seu bebê há 30 dias no local e sem perspectiva de uma condição melhor. A mulher dorme em uma cadeira. Não podemos aceitar que esta é a única forma de assistência que o gestor municipal pode dar à Infância", criticou a diretora do SIMERS Clarissa Bassin. A diretora tentou descobrir se há um prazo para que as obras se encerrem, mas os servidores desconhecem.

Com a redução de médicos nos últimos meses, apenas um pediatra fica no plantão para atender consultas, emergências e intercorrências das internações, tudo no mesmo local. O quadro é de nove médicos para preencher escalas de sete dias da semana. "Deveria ser pelo dois por plantão. No período noturno, um residente atende sozinho, o que é ilegal, pois o profissional está em uma especialização e deve ter supervisão, inexistente nesses horários", apontou Clarissa. "É urgente contratar mais médicos. Vamos exigir isso da Secretaria da Saúde nesta segunda-feira, além de datas para o término das obras", adianta a dirigente da entidade médica.

Outra preocupação do SIMERS é com a informação gerada pelo sistema informatizado de leitos da prefeitura (regulação) aos Prontos Atendimentos (quatro na cidade) e demais serviços do SUS (incluindo hospitais). A situação precária do HMIPV é ignorada pelo sistema. Segundo Clarissa, a oferta de vagas ocorre como se o Presidente Vargas estivesse funcionando normalmente, com a internação ocorrendo nos andares e não na emergência. "Não adianta enviar para lá uma criança que precisa ser internada se ela trocará uma emergência por outra. Isso é muito grave e precisa ser devidamente esclarecido. O gestor tem de dizer que tipo de vaga está oferecendo e quais os cuidados serão dados", cobra a diretora.
Fonte : SIMERS



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