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25 de outubro: entidades médicas avaliam o protesto nos estados


Foto: Ascom/Sindimepa
25 de outubro: entidades médicas avaliam o protesto nos estados
Em Belém, os médicos fizeram um protesto em frente à Santa Casa


25/10/2011
Representantes de entidades médicas da maioria dos estados avaliaram como positiva a mobilização da categoria neste 25 de outubro, dia nacional de protesto contra a baixa remuneração e as más condições de trabalho e de assistência oferecidas no âmbito da rede pública de saúde no país. Em locais como o Pará e Ceará, por exemplo, dirigentes de sindicatos médicos afirmam que cerca de 80% dos profissionais suspenderam o atendimento.

O protesto nacional foi organizado pela Comissao Pró-SUS, formada pela Federação Nacional dos Médicos (Fenam), Associação Médica Brasileira (AMB) e pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) e envolveu a paralisação nos serviços de atendimento em 21 estados. O presidente da FENAM, Cid Carvalhaes, informou que cada unidade da federação se organizou de acordo com suas peculiaridades e alguns estados, como é o caso do Piauí, vão manter a paralisação por três dias.

"Agora, a Comissão Pró-SUS avaliará o resultado parcial de 25 de outubro e nos próximos dias fará uma reunião nacional para traçar em conjunto estratégias de continuidade dessa movimentação", afirmou Cid Carvalhaes.

Confira como foi o protesto no Ceará, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Paraíba, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Rio Grande do Norte, Santos e Região e São Paulo.

Ceará

De acordo com informações de dirigentes do Sindicato dos Médicos dos Ceará, a paralisação atingiu cerca de 80% dos profissionais que atendem pelo SUS em todo o Estado.

Maranhão

No Maranhão, houve paralisação do atendimento eletivo, exceto urgências e emergências. Algumas unidades de saúde do governo estadual não aderiram, segundo informou o Sindicato dos Médicos, "por imposição da chefia imediata". O protesto também contou com a realizaçao do Fórum sobre o Sistema Único de Saúde no Maranhão, na sede do Conselho Regional de Medicina. À tarde, lideranças da categoria médica visitaram hospitais. Os médicos maranhenses cobraram mais recursos para saúde, melhores condições de trabalho e remuneração e assistência digna à população.

Mato Grosso

Os médicos não paralisaram as atividades no SUS no Mato Grosso. Segundo o Sindicato dos Médicos, no entanto, o dia nacional de luta em defesa da saúde pública foi marcado por intensas atividades na sede da entidade, incluindo aulas de conscientização com estudantes e professores de medicina da Universidade de Cuiabá, com o objetivo de mostrar aos futuros médicos a realidade da saúde pública e da saúde suplementar, bem como as condições de trabalho da categoria; audiência pública contra a privatização do hospital Adauto Botelho; e reunião do Comitê em Defesa da Saúde, que discutiu, entre outros assuntos, a decisão do secretário estadual de Saúde, Pedro Henry, de privatizar dois prontos-socorros, um da capital e outro de Várzea Grande.

Pará

No Pará, os médicos que atendem pelo Sistema Único de Saúde (SUS) suspenderam os procedimentos eletivos e realizaram um ato público em frente à porta da Santa Casa. O Sindicato dos Médicos do Pará (Sindmepa), juntamente com o Conselho Regional de Medicina (CRM-PA) e a Sociedade Médico Cirúrgica (SMCP) coordenaram o protesto, que teve adesão de mais de 80% da categoria. Os ambulatórios de quase todos os grandes hospitais da capital nao funcionaram durante a manhã, período em que se concentra a maior parte dos procedimentos eletivos.

De acordo com o diretor administrativo do sindicato, João Gouveia, o principal objetivo do movimento era chamar a atenção das autoridades para o caos em que se encontra a saúde pública do país. "As coisas precisam mudar, com urgência. O que estamos fazendo aqui e em todo o país é um manifesto em defesa do SUS. Não queremos prejudicar a população. Muito pelo contrário, queremos melhorias no SUS, o que, certamente, vai beneficiar toda a população", destacou.

Paraíba

Na Paraíba, houve paralisação no atendimento. O Sindicatado dos Médicos informou que as consultas previamente marcadas para esta terça-feira foram remarcadas. Em alguns hospitais as cirurgias eletivas também foram adiadas. Somente os casos de urgência e emergência foram atendidos. Já o atendimento nas unidades do Programa de Saúde da Família foi normal, mas os profissionais fizeram um trabalho de conscientização com a população sobre as reivindicações dos médicos.

O presidente do sindicato, Tarcísio Dias, informou que a paralisação de advertência teve como objetivo reivindicar melhores condições salariais e de trabalho e um plano de Cargos, Carreiras e Salários para os profissionais de saúde que atendem pelo SUS.

Paraná

No Paraná, os dirigentes do Sindicato dos Médicos, do Conselho Regional de Medicina e da Associação Médica estiveram neste dia 25 de outubro na região conhecida como Boca Maldita, no Centro de Curitiba, distribuindo panfletos e cartilhas, conversando com a população e com a imprensa sobre a situação da saúde pública e do Sistema Único de Saúde. No Paraná não houve paralisação.

Rio de Janeiro

No Rio de Janeiro não houve suspensão nos atendimentos eletivos. A categoria organizou um protesto nas escadarias da Assembleia Legislativa, onde, com a ajuda de um carro de som, um grupo de profissionais chamava a atenção da população e das autoridades para os problemas da saúde pública no país. De acordo com a presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio (Cremerj), Márcia Rosa de Araújo, entre as principais reivindicações dos médicos estão a convocação imediata dos aprovados em concursos públicos ainda válidos, a realização de novos concursos com salário de R$ 9.188,72 - piso defendido pela FENAM - e um aumento da tabela de repasse do SUS aos hospitais conveniados.

Rio Grande do Sul

No Rio Grande do Sul, os médicos que atendem pelo SUS cobraram a valorização da categoria e mais investimentos no setor. Em Porto Alegre, o alerta para as más condições de atendimento e a baixa remuneração foi dado nos postos de saúde, hospitais e nas unidades de pronto atendimento. A paralisação aprovada pela categoria contou com a adesão de profissionais que se concentraram desde as primeiras horas da manhã na sede do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul e com manifestações nos ambientes de trabalho, mesmo para quem optou por manter a assistência. À tarde,aconteceu um ato público na Câmara de Vereadores de Porto Alegre, reunindo representantes de entidades médicas (SIMERS, Cremers e Amrigs), hospitais filantrópicos, prefeituras e outros segmentos da saúde. "Cada médico escolheu a sua forma de chamar a atenção.

"O Dia Nacional em Defesa da Saúde representa um grito de alerta para que a população pressione e nos apoie na luta por melhorias e para que os gestores coloquem realmente o SUS no topo das suas prioridades", ressaltou o diretor da Federaçao Nacional dos médicos e do Simers, Jorge Eltz.

No Sindicato, os médicos que atuam em diversas regiões de Porto Alegre, de unidades básicas a equipes de Saúde da Família, registraram a presença em um livro-ponto. Não estavam no local de trabalho, mas se dedicando a buscar o melhor para o SUS. "Sabemos que para o médico é difícil suspender agendas. Mas consideramos que o Dia de Defesa da Saúde atingiu seu objetivo. Hoje a assistência já está parada porque faltam especialistas", lembrou o diretor.

Rio Grande do Norte

No RN o dia 25 de outubro foi marcado, por uma manifestação pública em frente à Assembleia Legislativa do RN, com a presença dos presidentes do Sinmed-RN, Geraldo Ferreira e AMRN – Álvaro Barros.

Além deles, representantes de entidades médicas, diversos médicos da rede pública de saúde, além dos sindicatos parceiros como o Sindicatos dos servidores da saúde e do sindicato dos trabalhadores em educação no ensino superior participaram do protesto em defesa de melhor qualidade no atendimento à saúde da população usuária do SUS.

Durante a tarde um grupo de médicos percorreu as principais unidades de saúde do estado para acompanhar o andamento dos serviços.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Médicos, Geraldo Ferreira, durante a paralisação cerca de 300 cirurgias eletivas e dois mil atendimentos ambulatoriais em todo Estado deixaram de acontecer. Em Natal, segundo levantamento do Sinmed, foram suspensas as cirurgias ortopédicas em hospitais da rede conveniada, como o Hospital Memorial, Médico Cirúrgico, cirurgias vascular no Ruy Pereira, além da Liga Norte-Riograndense contra o Câncer, isso por que as cooperativas médicas também aderiram ao movimento não realizando procedimentos junto aos médicos do SUS.

"Ao longo de 20 anos seguimos com um sistema que não funciona. É necessário pressionar a sociedade, através de suas organizações em busca de melhorias para os impasses da saúde em todo o país", afirmou o presidente do Sinmed.

O encerramento da paralisação aconteceu em uma assembléia avaliativa na Associação Médica do RN, seguido de um show comemorativo ao dia do Médico.

A paralisação no Estado funcionou também como um alerta da comunidade médica ao Congresso Federal para que os deputados interfiram no PL 2203/11, que pretende reduzir pela metade os valores pagos aos médicos vinculados a instituições federais.

Santa Catarina

Médicos catarinenses que trabalham em todos ambientes do SUS paralisaram as atividades nesta terça-feira entre as 13h e as 14 horas. A mobilização foi a forma encontrada para chamar a atenção das autoridades para a falta de políticas públicas para a saúde nas últimas décadas.

"Vivemos um colapso na saúde. Há dinheiro para a corrupção, mas não há dinheiro para a saúde. É chegada a hora das promessas de campanha da presidente do Brasil serem cumpridas. Pedimos a regulamentação urgente da Emenda 29", afirmou o presidente do Sindicato dos Médicos de Santa Catarina (SIMESC), Cyro Soncini, durante a mobilização em Florianópolis, realizada no hospital Celso Ramos.

O vice-presidente do Sindicato dos Médicos, Vânio Lisboa, da comissão organizadora da mobilização em defesa do SUS no Estado, confirma que a adesão foi maior nas unidades da região da Grande Florianópolis. "Sabemos que nem todos pararam por uma hora, mas o importante é que o tempo de parada do atendimento nos hospitais e demais ambientes do SUS foram de reflexão", afirma. Para Vânio, a suspensão de atendimentos durante a mobilização não atrapalhou os procedimentos agendados. "Soubemos que houve um pouco de atraso no atendimento mas que em nada atrapalhou a rotina. O objetivo não era prejudicar a população mas, sim, pedir o apoio da sociedade civil organizada para buscar melhorias na saúde do Brasil", concluiu.

De acordo com o presidente da Associação Catarinense de Medicina (ACM), Aguinel José Sebastian, a mobilização alcançou o objetivo esperado. "A mensagem que deixamos é de luta pela qualidade de saúde e pela qualidade de atendimento para os pacientes do SUS", garantiu.

O corregedor adjunto do Conselho Regional de Medicina (CREMESC), Wilmar Gerent, confirmou que pelo menos 10 mil médicos trabalham pelo SUS em Santa Catarina. "Buscamos com esse tipo de manifestação alertar a sociedade para a luta conjunta de melhores condições da saúde. Todos pagamos impostos e precisamos ver esses recursos sendo aplicados", asasinalou.

São Paulo

Como forma de mostrar a insatisfação com o sucateamento da saúde pública, médicos de São Paulo lotaram o auditório Paulo Kobayashi, na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (ALESP), na tarde de 25 de outubro. Juntos participaram de audiência pública com a Comissão de Saúde da ALESP, solicitada pelo Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp). Paralelamente à audiência pública, foram realizadas paralisações pontuais em grandes hospitais do Estado como Emílio Ribas, IAMSPE, Hospital Geral de Taipas, Hospital Geral Vila Penteado, Hospital Geral de Vila Nova Cachoeirinha e Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto. Nesses locais, foi mantido apenas o serviço de urgência e emergência.

No âmbito salarial, o presidenteda FENAM e do Simesp, Cid Carvalhaes, declarou que o município de São Paulo tem o salário mais baixo dos médicos de todo o país. "Hoje, o salário base para o serviço público do estado é de somente R$ 414,30 por vinte horas semanais e quem oferece um valor desses, certamente não está compromissado com a saúde", relatou. A categoria defende a instituição do salário base fixado em R$ 9.188,22 por 20 horas semanais (piso Fenam), medida que teve apoio inclusive da maioria dos deputados presentes.

Também presente na Assembleia, o presidente do Cremesp, Renato de Azevedo Junior, reforçou a questão da necessidade de promover incentivo para o médico se fixar no cargo público. "Defendemos a implantação de um plano estadual de Cargo, Carreiras e Salários para o médico.

Para Cid Carvalhaes, apesar de não se obter soluções para os problemas em um único dia de paralisação, ações como a da audiência pública marca o início das discussões e o anseio dos médicos de resgatar os direitos como profissionais e transformar o SUS verdadeiramente em um serviço de saúde de qualidade para todos.

Além da audiência, os médicos realizaram pela manhã uma reunião na Câmara Municipal, onde questionaram o Projeto de Lei do Executivo, que tramita naquela casa e prevê a contratação de médicos sem concurso, temporários, com instituição de jornada semanal de 12 horas e flexibilização da jornada de 20 horas, até 31 de dezembro de 2012.

Santos e Região

De acordo com o Sindicato dos Médicos de Santos e Região, na Baixada Santista a categoria manteve o atendimento ao Sistema Único de Saúde nesta terça-feira, 25, mas as lideranças médicas da região participaram de protestos em São Paulo, entre eles passeata até a Câmara Municipal e debate sobre a situação trabalhista dos profissionais.

Fonte : Denise Teixeira/FENAM, com informaçoes de sindicatos médicos



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