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SIMERS protocola pedido para MPF investigar situação do Independência



08/11/2011
O Sindicato Médico do RS (SIMERS) protocolou no Ministério Público Federal (MPF) do Estado pedido para que sejam investigados os indícios de sumiço de equipamentos do Hospital Independência. O presidente do Sindicato, Paulo de Argollo Mendes, pede ainda à coordenadora de saúde do órgão, a procuradora Ana Paula Carvalho de Medeiros, que tome providências para a imediata reabertura do hospital, que terá cem leitos pelo SUS para procedimentos em traumato-ortopedia, área que registra grande fila de espera or cirurgias.

"A permanência na inatividade causa prejuízos irreparáveis aos pacientes", adverte o dirigente. Em 18 anos, o RS perdeu 34% dos leitos totais do SUS, com redução de 12 mil vagas. Na Capital, o corte foi de 3 mil leitos. O setor de traumatologia é um dos mais afetados. No pedido (acesse aqui), registrado na sexta (4), na sede do MPF na Capital, são apresentadas informações e material fotográfico confrontando a situação do Independência há um ano, quando uma vistoria do SIMERS, da OAB-RS e do Cremers, constatou que a instituição estava pronta para reabrir.

Em 27 de outubro deste ano, o Sindicato voltou ao local, com os vereadores Sofia Cavedon e Aldavir Oliboni, e o secretário adjunto da Saúde, Marcelo Bósio, e as instalações estavam deterioradas e com flagrante falta de equipamentos. "O próprio secretário admitiu que houve foi constatada a retirada de aparelhos quando o município assumiu o prédio em janeiro, repassado pela União, indicando que a ação teria ocorrido quando a unidade estava ainda sob a guarda judicial da ULBRA", destacou Argollo.

Nesta semana, o SIMERS terá outra ação importante na busca pela reabertura. O hospital está sem operar desde abril de 2009. Argollo entregará na quarta (9), às 17h, em Porto Alegre, relatório ao Ministério Público Estadual (MP-RS) sobre as condições do hospital. A audiência será com a promotora Ângela Rotunno, que atua na área da saúde, na Rua Santana, 440, 7o andar. Os mesmos dados levados ao MPF serão repassados ao MP-RS.

PRAZO DESCUMPRIDO
O dirigente ressalta que o prazo anunciado pelo prefeito José Fortunati e pela Secretaria Municipal da Saúde, em julho passado, apontava o funcionamento do hospital até este mês. "O hospital foi depenado. Em setembro de 2010, quando viemos aqui, havia lençol nos leitos e estava tudo pronto para reabrir", confrontou Argollo. A entidade espera que o MP Estadual tome providências para que a instituição possa voltar a atender o quanto antes. "A fila de espera por procedimentos nesta área é enorme em toda a Região Metropolitana. Um atraso que está gerando um exército de mutilados", advertiu o médico.

A prefeitura fez chamamento público para contratar uma instituição que cuidaria da operação. O Hospital Divina Providência foi o vencedor, mas até agora o contrato não foi assinado. Em julho, a previsão de Fortunati era de que isso ocorreria em 30 dias. Nem o valor total para colocar a unidade em condições técnicas foi dimensionado e pode ultrapassar R$ 15 milhões. A ULBRA também já admitiu que retirou equipamentos antes de o prédio ser repassado pela União ao município, o que ocorreu em janeiro deste ano. "Cabe à Justiça investigar. Isso é muito grave, pois o patrimônio estava sob guarda judicial", cobra o dirigente médico.
Fonte : SIMERS



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