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SC: médicos de Balneário Camboriú paralisam atividades a partir de 7 de dezembro


Foto: Carla Cavalheiro / Divulgação SIMESC
SC: médicos de Balneário Camboriú paralisam atividades a partir de 7 de dezembro
Em assembleia os médicos do município decidiram paralisar por tempo indeterminado as atividades a partir do dia 7 de dezembro.


16/11/2011
"Acabou a paciência". Foi com essa expressão que os médicos da prefeitura de Balneário Camboriú (SC) decidiram na noite da última quinta-feira (10/11) paralisar por tempo indeterminado as atividades a partir das 8h do dia 7 de dezembro. Desde novembro do ano passado a categoria tenta sem sucesso negociar com a prefeitura fixação de remuneração salarial entre outras reivindicações.

"Durante um ano o Sindicato tentou sem sucesso negociar com a administração municipal. Não nos resta outra alternativa a não ser apoiar os médicos nesta paralisação, lembrando que permanecemos abertos ao diálogo", afirma o presidente do Sindicato dos Médicos de Santa Catarina (SIMESC), Cyro Soncini.

De acordo com o presidente da Regional Balneário Camboriú do SIMESC, Pedro Alves Cabral Filho, o prefeito Edson Dias e o secretário municipal de Saúde José Roberto Spósito conhecem as reivindicações da categoria.

"Conseguimos conversar durante este período, mas não evoluímos em negociações. A prefeitura contratou uma empresa para elaborar o plano de cargos, carreiras e salários. A proposta do projeto foi apresentada aos médicos, mas o resultado final do plano, como ele será implantado, como será a remuneração e carga horária dos profissionais não", conta.

População
Conforme Cyro Soncini, a população será penalizada pelo descaso da administração municipal. "Nos últimos movimentos médicos observamos que a sociedade está cada vez mais consciente de que os médicos são trabalhadores e como todo trabalhador, tem compromissos com família e principalmente, com o constante aperfeiçoamento profissional. Por isso, assim como nos outros movimentos realizados este ano, pedimos o apoio da população de Balneário Camboriú. Se saúde é prioridade e exige qualidade, temos que unir forças para que o poder público garanta isso", destaca.

As tentativas
Em novembro do ano passado os médicos acertaram em assembleia apresentar ao prefeito Edson Dias a fixação de remuneração salarial no valor de R$ 3.927,32, para jornada de 20 horas/semana. Este valor é equivalente a 50% do salário fixado para os médicos do programa de saúde da família.

Em uma das reuniões, o secretário Spósito chegou a sugerir que os médicos aceitassem a redução da jornada de trabalho ao invés de elevar a remuneração. "Naquele momento observamos que pouco poderíamos fazer para impedir a paralisação. Mesmo assim resolvemos dar mais uma chance. Tentamos agendar uma reunião para que o prefeito pudesse apresentar o plano de cargos e salários. Não tivemos sucesso", acrescenta Cyro Soncini.

Apoios
Ainda nesta sexta-feira, um ofício informando ao prefeito Edson Dias sobre a paralisação dos médicos será protocolado na prefeitura de Balneário Camboriú. O mesmo documento será entregue ao Ministério Público, Conselho Regional de Medicina (CREMESC), Câmara de Vereadores de Balneário Camboriú e Sindicato dos Dentistas. "O movimento tem apoio dos dentistas da prefeitura que também paralisarão as atividades na mesma data e horário", informa o secretário Geral do SIMESC, César Ferraresi.

O vereador Claudir Maciel (PSD), presidente da Comissão de Saúde, participou da assembleia e também confirmou apoio ao movimento dos médicos e dentistas.

Reivindicações
- Fixação de remuneração salarial no valor de R$ 3.927,32, para uma jornada de 20 horas semanais, valor equivalente a 50% do salário fixado para os médicos ESF
- Adoção do principio da equivalência salarial entre todos os médicos vinculados à prefeitura de Balneário Camboriú, em quaisquer setores e/ou programas estabelecidos;
- Contratação de médicos exclusivamente por concurso publico, conforme determina a Lei Maior;
- Implantação do plano carreira, cargos e salários com a regulamentação da jornada de trabalho; pagamento de adicional de insalubridade; pagamentos das gratificações de especialidade médica, mediante comprovação junto ao Conselho Regional de Medicina e aos médicos com pós-graduação em nível de mestrado ou doutorado.
Fonte : SIMESC



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