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Oferta de novas vagas de medicina na Universidade Federal do Acre divide opiniões


Foto: Divulgação/Internet
Oferta de novas vagas de medicina na Universidade Federal do Acre divide opiniões



24/11/2011
O governo do Acre quer ampliar o número de vagas do curso de medicina na Universidade Federal do Estado. A proposta, foi apresentada em outubro deste ano e visa oferecer até 2012, 80 vagas, o dobro do atual número ofertado. O coordenador do curso de medicina da UFAC, Thor Dantas, ressaltou, em entrevista à equipe da FENAM TV, que atualmente o curso não está preparado para receber a nova demanda, no entanto, ele acredita que ampliar as vagas, com a devida infraestrutura para os alunos, evitará que faculdades particulares se fixem na região. Para isso, a instituição já apresentou ao Governo um estudo do que seria necessário para a implementação das novas vagas.

"Nós fomos questionados da possibilidade dessa ampliação e fizemos um estudo do que seria necessário para se ampliar essas vagas. A proliferação de cursos de medicina no país é um perigo, mas o que tem se falado é que outros cursos serão abertos aqui no Acre, inclusive de faculdades particulares. Então nos pareceu melhor apresentar um estudo sobre o que seria necessário para ampliar do que simplesmente dizer não," explicou.

Ainda segundo o coordenador, seria necessário dobrar o número de salas, a capacidade dos laboratórios, o número de professores, entre outras mudanças. "Somos absolutamente contra a abertura indiscriminada de escolas, mas acho que falar em ampliar o número de vagas na federal do Acre é uma forma de barrar a abertura de novas escolas médicas, inclusive particulares, no estado", ressaltou.

O presidente do Sindicato dos Médicos do Acre, José Ribamar, também concorda com a proposta. De acordo com ele, a iniciativa também impedirá que alunos brasileiros optem por cursar medicina em outros países. "Muitos que não têm a oportunidade de cursar medicina aqui vão para a Bolívia fazer o curso lá, mas a qualidade de ensino não é a mesma", defendeu o sindicalista.

Entretanto, alguns estudantes estão receosos com a oferta de vagas, preocupados com a qualidade de ensino. Desde 2002, quando o curso foi criado, alguns alunos da instituição reclamam da falta de condições adequadas da Universidade em oferecer as aulas. "O curso foi autorizado sem sequer possuir ainda salas de aula para os estudantes, e até hoje não conta com todos os laboratórios, equipamentos e materiais necessários às disciplinas do ciclo básico e profissionalizante, o que faz com que as aulas práticas sequer sejam ministradas, em sua maioria", relatou o estudante Adriel Lima Guimarães, acadêmico do 6º ano e Coordenador Geral do Diretório Acadêmico Francisco Mangabeira (DAFRAM). O estudante se mostrou revoltado com a atitude do governo. "Ora, se o curso não tem condições de manter 20 estudantes, vamos ficar com 80?," questionou.

Luta antiga

Esta não é a primeira vez que os estudantes da Universidade se manifestam. Em 2004, os acadêmicos fizeram uma greve de 100 dias exigindo soluções das autoridades para melhoria na qualidade de ensino da instituição. Em 2010, outra paralisação dos estudantes de medicina foi realizada, desta vez, de 30 dias, e de acordo com eles, pouco se avançou desde então.

O coordenador do curso de medicina, Thor Dantas, explicou à equipe de Comunicação da FENAM que se preocupa com a qualidade de ensino prestada e que a relação com os alunos melhorou. Segundo ele, isso se comprova pelo desempenho dos acadêmicos de medicina da UFAC no último Enade, divulgado este mês. "Nossos estudantes tiveram nota 4, de uma escala que vai até 5. Foi a mesma nota alcançada pela PUC de Campinas e pela Católica de Brasília, instituições já consagradas como um ensino médico de qualidade", ressaltou.

De acordo com o coordenador, problemas existem, mas a instituição tem se esforçado para buscar soluções. "Problemas de estrutura nós temos, sim, como todas grandes federais do Brasil têm. O que precisamos é nos esforçar para resolver esses problemas, buscando as soluções necessárias e nos empenhando para solucionar os problemas no dia a dia. Acho que estamos dedicados. A nossa dificuldade de infraestrutura existe, mas não é nem pior nem melhor que as das outras faculdades do Brasil", completou.
Fonte : Taciana Giesel



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