Sindicatos Médicos:

 
Você não está logado
Entrar | Cadastrar

MG: médicos das UAIs Alterosas, Guanabara, Sete e Teresópolis decidem por paralisação no dia 30 de novembro



25/11/2011
Os médicos das quatro Unidades de Atendimento Imediato (UAI) de Betim – UAI Alterosas, Guanabara, Sete e Teresópolis decidiram, em assembleia realizada no dia 22 de novembro, no Sindicato dos Médicos de Minas Gerais, pela paralisação dos atendimentos por 24 horas a partir de 7 h da quarta-feira, dia 30 de novembro, até 7h do dia 1º de dezembro. A manifestação é contra a falta de segurança, imposição de escalas fixas e plantões incompletos

A decisão por nova paralisação – a primeira aconteceu no próprio dia 22 – foi motivada pela falta de retorno ao ofício enviado pelo sindicato a respeito da implantação de escalas de plantão pré-fixadas. Os médicos consideram a medida prejudicial e arbitrária, pois há um grande número de servidores efetivos e contratados que exercem suas atividades em Betim, em regime de plantão, de forma correta e séria há vários anos, e que seguem a atual escala de plantões rigorosamente.

Segundo eles, a implantação da escala imposta pela prefeitura poderá acarretar significativos prejuízos tanto aos médicos como aos pacientes da rede pública de Saúde, pois muitos profissionais terão que reestruturar seus horários para cumprimento da escala fíxa e, com isso, vão acabar abandonando os postos de trabalho no município.

A questão de segurança é outro grave problema das UAIs. Em Betim, são comuns as agressões aos médicos. A insegurança, segundo ele, começa na porta de entrada das unidades, que não contam com profissionais adequados para fazer a vigia e a triagem de quem entra na unidade.

Uma nova assembleia foi marcada para o dia 1º de dezembro, para decidir os rumos do movimento.


PROPAGANDA NÃO CORRESPONDE À REALIDADE

A saúde em Betim continua um caos, queixam-se os médicos. Segundo eles, a Prefeitura gasta sempre em propaganda sobre melhorias no serviço de saúde, mas o que divulgado muitas vezes não reflete a realidade.

A situação dos serviços de urgência do município é a mais preocupante. As UAIs (Unidades de Atendimento Imediato) funcionam de forma precária, superlotadas, com vários buracos nas escalas por falta de médicos, com estrutura física inadequada, falta de equipamentos e medicamentos. Médicos chegaram a denunciar que houve dias que a rede estava funcionando sem pediatras. Não bastasse todo esse caos, os médicos ainda estão expostos ao risco de furtos, agressões e condições precárias de segurança.

Segundo relato dos médicos, a grande maioria dos casos que chegam às UAIs não são de urgência, mas existe uma determinação da Prefeitura para que todos os pacientes sejam atendidos. A sobrecarga das UAIs é um sintoma da falta de estrutura na atenção básica do município, pois a maioria dos casos deveria ir para as UBS (Unidades Básicas de Saúde).


Fonte : SINMED-MG



Avalie este conteúdo
Se você achou esse conteúdo interessante deixe seu voto clicando no botao "gostei". Os conteúdos melhor avaliados ficam em destaque para os outros usuários.


Este conteúdo tem 888 visitas

Para votar, você precisa estar logado no site.


Comentários


Deixe seu comentário






Digite as letras que você vê na imagem ao lado:



Interatividade FENAM
Nossos canais na Web 2.0
 
Informativo eletr�nico
Cadastre-se e receba por email as not�cias da FENAM




Enquete

Você é filiado ao seu sindicato?


Não
Sim
Opa, selecione uma op��o.









Caso seja mais de um amigo, separe os emails por vírgula.

Para votar, você precisa estar logado no site.


Desenvolvimento: RBW Comunicação |
© Federação Nacional dos Médicos - FENAM (2008)