Sindicatos Médicos:

 
Você não está logado
Entrar | Cadastrar

RS: falta de obstetras em hospital é denunciado ao MP pelo SIMERS



05/12/2011
O Sindicato Médico do RS (SIMERS) flagrou, nesta sexta (2), a falta de plantonista de obstetrícia no Hospital de Viamão, administrado pelo Instituto de Cardilogia. O diretor do SIMERS, Nauro Aguiar, foi ao hospital pela manhã e constatou a grave deficiência. Uma gestante estava na emergência aguardando atendimento e possivelmente teria de ser transferida a outra unidade, em Porto Alegre ou Alvorada. O Sindicato já pediu providências ao Ministério Público e registrará na tarde desta sexta denúncia no Conselho Regional de Medicina (Cremers).

PARTOS FORA: Levantamento do Núcleo de Pesquisa SIMERS mostra que a falta de médicos deve ser uma das maiores causas do número elevado de nascimentos fora de Viamão. Em 2010, quase 70% dos 2.527 partos de gestantes da cidade foram feitos em outras cidades. Apenas 830 grávidas tiveram seus filhos no município.

A VISTORIA
A ausência de obstetras atinge plantões durante o dia (7h às 19h) de quartas e sextas-feiras. Aguiar ressaltou, no encontro com a 1ª promotora de Justiça Cível de Viamão, Gisele Moretto, que a comunidade deveria ser orientada pelo município a não buscar o hospital nos dias sem plantonista obstétrico. "Um clínico pode dar o primeiro atendimento, mas não poderá prestar todos os cuidados necessários. A gestante precisa saber que não terá especialista para que não perca tempo e busque diretamente outro hospital. A demora por gerar agravamentos ao parto", reforçou o diretor.

Gisele concordou com o dirigente médico e disse que notificará ainda nesta sexta a Secretaria Municipal da Saúde para que informe à população quando não houver plantão obstétrico. A promotora também solicitará que os recursos que deveriam ser pagos pelo município ao hospital para custear o serviço pelo SUS não sejam repassados nos períodos sem o profissional. "Esta verba será depositada no fundo municipal de saúde para outras ações", esclareceu a promotora.

O dirigente médico espera que o hospital garanta a escala completa para evitar que as pessoas tenham de buscar atendimento em outras cidades. A carência vem ocorrendo há meses em vários plantões semanais. Aguiar refutou alegação dada por um representante do hospital, no momento da vistoria, de que o plantonista clínica pode assumir os casos. "Perder 30 minutos no tempo de atendimento pode ser a diferença entre um bebê nascer saudável, com sequelas ou até morrer", adverte o dirigente.

A instituição, que é administrada pelo Instituto de Cardiologia, é a única da cidade com 240 mil habitantes. O hospital tem 88 leitos credenciados ao SUS, sendo 13 de obstetrícia. Viamão registra graves dificuldades de atendimento em obstetrícia. A cidade com 250 mil habitantes (uma das maiores do Estado) não supre as necessidades mínimas no atendimento à população, que cumpre a rotina de buscar a rede de postos e de hospitais porto-alegrense. Em outubro, o SIMERS constatou, ao vistoriar postos, a falta da especialidade, o que compromete a assistência de pré-natal e os cuidados com as gestantes.
Fonte : SIMERS



Avalie este conteúdo
Se você achou esse conteúdo interessante deixe seu voto clicando no botao "gostei". Os conteúdos melhor avaliados ficam em destaque para os outros usuários.


Este conteúdo tem 808 visitas

Para votar, você precisa estar logado no site.


Comentários


Deixe seu comentário






Digite as letras que você vê na imagem ao lado:



Interatividade FENAM
Nossos canais na Web 2.0
 
Informativo eletr�nico
Cadastre-se e receba por email as not�cias da FENAM




Enquete

Você é filiado ao seu sindicato?


Não
Sim
Opa, selecione uma op��o.









Caso seja mais de um amigo, separe os emails por vírgula.

Para votar, você precisa estar logado no site.


Desenvolvimento: RBW Comunicação |
© Federação Nacional dos Médicos - FENAM (2008)