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Bahia tem maior desigualdade do país no número de médicos que atendem os setores públicos e privados



06/12/2011
Na Bahia, há 15,1 postos de trabalhos médicos ocupados em estabelecimentos privados para cada mil usuários de planos de saúde. Número que reduz para 1,2 posto ocupado - considerando todos os tipos de vínculos empregatícios - quando se trata do atendimento à população usuária do Sistema Único de Saúde (SUS). Ou seja, usuários do SUS na Bahia encontram uma quantidade de postos médicos 12,5 vezes menor do que os pacientes da assistência privada - pior índice se comparado com todos os outros estados brasileiros.

A distorção se repete no cenário nacional, mas em proporção muito menor do que no estado baiano: em média usuários do SUS no Brasil têm quatro vezes menos médicos do que no setor privado. Os dados fazem parte da pesquisa */Demografia Médica no Brasil: dados gerais e descrições de desigualdades/**,* desenvolvida em parceria entre o Conselho Federal de Medicina (CFM) e Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp).

O resultado do estudo inédito, divulgado nesta quarta-feira (dia 30/11), não mostra se há sobra ou falta de médico nos estados, uma vez que para constatar a deficiência é preciso considerar outros fatores, como demanda por atendimento, qualidade de vida e desenvolvimento do local. A pesquisa lembra que a Organização Mundial de Saúde (OMS) e a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) não recomendam nem estabelecem taxas ideais de índice desejável de médicos por habitante.

No entanto, os números ilustram que as distorções precisam ser consideradas por qualquer política pública de incentivo à "ocupação médica", pois o simples aumento no número de profissionais em regiões desassistidas pode ter efeito inverso: inflar o número de médicos à disposição do setor privado e agravar a desigualdade no acesso à assistência médica.

"Sem dúvida alguma as políticas públicas ineficientes têm demonstrado que os médicos estão perdendo interesse em atender pelo SUS. A remuneração está muito aquém do que o setor privado oferece, embora o setor privado também esteja remunerando mal. Isso no sistema capitalista leva os profissionais a procurarem o mercado que melhor lhe atenda", pontua o presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado da Bahia (Cremeb), Conselheiro José Abelardo de Meneses.

A pesquisa do CFM / Cremesp responde cientificamente a importantes questões para o futuro da saúde e da Medicina no Brasil. O documento - que está disponível no site do Cremeb, será encaminhado, a nível nacional, às lideranças do movimento médico, aos parlamentares, aos gestores públicos e privados, a especialistas em ensino e trabalho, e entregue formalmente aos ministros da Educação, Fernando Haddad, e da Saúde, Alexandre Padilha. O levantamento serve como subsídio para a formação de políticas públicas.

Na Bahia, há 15,1 postos de trabalhos médicos ocupados em estabelecimentos privados para cada mil usuários de planos de saúde. Número que reduz para 1,2 posto ocupado - considerando todos os tipos de vínculos empregatícios - quando se trata do atendimento à população usuária do Sistema Único de Saúde (SUS). Ou seja, usuários do SUS na Bahia encontram uma quantidade de postos médicos 12,5 vezes menor do que os pacientes da assistência privada - pior índice se comparado com todos os outros estados brasileiros.
Fonte : CREMEB



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