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MG: pediatras do Julia Kubitschek entram em greve na próxima segunda



16/12/2011
Os pediatras neonatologistas do Hospital Julia Kubitschek, da rede estadual de saúde em Belo Horizonte, vão entrar em greve, por tempo indeterminado, a partir da próxima segunda-feira, dia 19 de dezembro. A decisão foi tomada em assembleia da categoria realizada dia 12 de dezembro, no Sinmed-MG (Sindicato dos Médicos de Minas Gerais). Os médicos vão trabalhar em escala mínima para o atendimento às gestantes e recém-nascidos.

O presidente do Sinmed-MG, Cristiano da Matta Machado, ressalta que a decretação da greve não vai mudar em nada o quadro de desassistência que existe hoje no hospital: "O Júlia já funciona normalmente com escala mínima, por falta de profissionais, já que o governo não tomou nenhuma providência para atrair ou fixar os médicos, ou seja a situação com greve ou sem greve é a mesma". O protesto, segundo ele, é mais uma tentativa de mostrar aos gestores a insatisfação da equipe.

Os pediatras estão preocupadíssimos com a situação do hospital e vêm, há vários meses, denunciando aos gestores a falta de condições de trabalho e o problema das equipes incompletas, que trazem grande risco para os profissionais e para os pacientes.

Inicialmente, a equipe era composta por 25 médicos. Hoje são 14, sendo que sempre têm alguns de licença médica e/ou férias. Para se ter uma ideia, onde necessitam trabalhar pelo menos três médicos para o bom desempenho das atividades, trabalham hoje um por plantão de 12 horas no final de semana e um ou dois no meio de semana de dia e apenas um profissional médico à noite.

Segundo os médicos vários plantões deste final de ano e janeiro estão descobertos. Ou seja: não haverá nenhum médico para atender a população no período. Uma situação que só tende a piorar. A categoria informou que muitos pediatras pretendem pedir exoneração e que alguns já estão estudando para outros concursos públicos.

E não é só a falta de profissionais que assusta. O presidente do sindicato informa que no início deste mês a Vigilância Sanitária esteve no Júlia e listou 500 irregularidades, que vão desde a falta de higiene até problemas de mofo e estrutura. Uma médica relatou, durante uma assembleia, a presença de ratos na sala de parto. Por outro lado, a própria população já está sentindo de perto o caos que virou o Julia Kubitschek e tem feito denúncias à imprensa.

Sem condições de atuar no hospital, os médicos pediram transferência para outras unidades como a Maternidade Odete Valadares. "Se o governo não consegue manter o atendimento nos dois hospitais, pelo menos a transferência para a MOV pode fortalecer a equipe de lá, que também está precária", afirmam os profissionais.
Fonte : SINDMED-MG



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