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RS: quase 400 dividem 136 vagas nas emergências da Capital



11/01/2012
As cinco principais emergências hospitalares do SUS em Porto Alegre têm 136 leitos de observação, mas o Sindicato Médico do RS (SIMERS) flagrou nesta terça (10 de janeiro) que os serviços mantêm 250 pacientes internados acima da capacidade. Com isso, significa que quase 400 doentes dividem a oferta escassa de vagas. O quadro retrata que o ano começou com uma nova escalada de superlotação dos hospitais que atendem SUS na Capital.

"Estamos preparados para um ano com cenas lamentáveis e degradantes de pacientes idosos, a maioria muito doentes, no chão e em cadeiras? Esta pergunta dever ser respondida pelos gestores do SUS - União, Estado e município", cobra o presidente do Sindicato, Paulo de Argollo Mendes. Os hospitais de Clínicas e o Conceição lideram o quadro, com 226% e 200% de ocupação acima da oferta de vagas, respectivamente. Os dois somam 99 leitos para adultos e registram 310 enfermos.

Levantamento da entidade apurou que são 160 pacientes para 49 vagas no Clínicas e 150, para 50 leitos de observação, no Conceição. Confrontando com os números do mesmo dia de 2011, o SIMERS flagou que a situação só piora: o Clínicas registrou 120 pacientes (145% acima das vagas) e o Conceição 133 enfermos, 166% acima. "A situação só piora: comparamos com o mesmo dia de 2011 e apuramos que a superlotação ganhou novo patamar e só aumenta. Isso prova que passado um ano, nada foi feito, enquanto as dificuldades para médicos e a população só se agravam", lamenta o presidente do SIMERS.

O fato confirma que não há, na prática, aumento de leitos, mesmo que o gestor municipal tenha apontado ao longo de 2011 que estaria buscando alternativas. "O ano começou com o sinal vermelho ligado e a pergunta é: quando isso vai ter alento? Não vemos aumento do número de médicos, pacientes muito doentes são submetidos a situações degradantes. O Sindicato cobra urgência na abertura de vagas. A expectativa é de reabertura de 52 vagas no Hospital Luterano, ex-Ulbra, agora sob gestão do Clínicas, em janeiro.

"Mas este número mal fará cócegas. Perdemos entre 1993 e 2011, mais de 3,5 mil vagas do SUS na Capital", contrasta Argollo. Neste período, o SUS recuou de 8,7 mil vagas para 5,2 mil 40% de corte. A população cresceu 12% em 18 anos. Além disso, o funcionamento do Hospital Independência foi adiado para julho. "Uma promessa. Só acreditamos vendo pacientes entrarem no local". Últimos anúncios da Secretaria Municipal da Saúde estimavam mais 133 vagas em todo o ano de 2012.
Fonte : SIMERS



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