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DF: interdição ética da Unidade de Pronto Atendimento de Samambaia



15/02/2012
O Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal (CRM/DF) efetuou a interdição ética da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Samambaia na manhã da última segunda-feira, dia 13. Mesmo depois de uma série de encontros e notificações feitas à Secretaria de Saúde não foram tomadas medidas para correção de problemas denunciados pelo Sindicato dos Médicos do Distrito Federal (SindMédico-DF) e verificados in loco pela fiscalização do Conselho. Por determinação do conselho, os médicos estão impedidos de atuar na unidade até que haja condições mínimas de trabalho para o exercício da medicina na unidade.

Os problemas vão das escalas de plantão incompletas, que prejudicam o atendimento e provocam a revolta da população, expondo os médicos a risco. Problemas de estrutura, como a absoluta inexistência de janelas, o que aumenta a insalubridade do prédio, são outros detectados tanto em visitas de diretores do SindMédico-DF quanto pela fiscalização do CRM/DF.

Histórico

Em fevereiro de 2011, a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Samambaia, foi inaugurada ao custo do encerramento do atendimento de emergência nas especialidades de Clínica Médica e Pediatria no Hospital Regional de Samambaia (HRSam). Àquela época, eram 25 os clínicos que compunham a equipe da Regional de Saúde de Samambaia – formada pela UPA e quatro postos de saúde, além do hospital).

Dos 25 clínicos iniciais, hoje apenas 14 permaneceram na Regional, nove deles na Unidade de Pronto Atendimento. Os afastamentos foram motivados por doença pelo excesso de estresse e trabalho e por pedidos de demissão. Na pediatria a situação foi semelhante.

No dia 16 de novembro, o Sindicato dos Médicos do Distrito Federal (SindMédico-DF) promoveu reunião com representantes da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES/DF), Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal (CRM/DF), Ministério Público, diretor e médicos da Regional de Saúde de Samambaia. O objetivo do encontro foi cobrar solução para o funcionamento precário da Unidade de Pronto, ou interdição, caso medida urgente não fosse tomada pela Secretaria de Saúde.

Ainda em novembro, a Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal (SES/DF), anunciou que o Serviço Móvel de Atendimento de Urgência (Samu) assumiria a administração daquela e das demais UPAs ainda não inauguradas. O trabalho tem consistido na tentativa de regularizar os imóveis – pela falta de licenças, registros e cumprimento de recomendações da Anvisa.

Sem efetivamente resolver os problemas da Unidade de Samambaia, a Secretaria de Saúde anunciou, em janeiro, a terceirização das UPAs. Sem regularização dos problemas verificados em vistoria realizada pelo CRM/DF, nova notificação foi feita no dia 3 de fevereiro. "Uma vez que a Secretaria não promoveu as devidas correções, só restou ao CRM/DF fazer a interdição ética", afirma o presidente Iran Augusto Cardoso.
Fonte : Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal



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