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RS: "Superlotação no Hospital de Clínicas é tsunami do SUS," afirma sindicato



07/03/2012
A superlotação da emergência do Hospital de Clínicas, que atinge nesta terça (7) mais de 400% da capacidade, é um verdadeiro tsunami do SUS, dimensiona o Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (SIMERS). O Sindicato tomou emprestado a expressão da presidente Dilma, que tem alertado para o tsunami cambial (e seu efeito danoso para a economia), para advertir sobre os riscos a que médicos e pacientes ficam expostos diante do colapso absoluto do sistema.

"Alguém imagina o que é uma equipe que deveria cuidar de 49 pessoas (número de leitos da emergência) ter de assistir 190, 200 ou até 217 pacientes? Esta é a situação naquela emergência", revolta-se a vice-presidente do SIMERS, Maria Rita de Assis Brasil. Hoje, a emergência do Hospital Conceição, que tem 50 vagas, e que costuma ter mais pacientes, registra 130 internados. A crescente ocupação, que há mais de quatro anos deixou de estar atrelada à sazonalidade (como inverno).

Enquanto a ocupação alcança nível estratosférico, uma solução é a imediata abertura dos 50 leitos do Hospital Luterano, 30 serão destinados a pacientes que ficam empilhados nas emergências. O restante será para dependência química. "Deveríamos ter uma oferta diária de, pelo menos, 40 vagas livres para suprir a demanda das duas maiores emergências (Clínicas e Conceição). A reforma do ex-hospital da ULBRA está sob responsabilidade do Clínicas.

"Cabe aos gestores - município, estado e União - buscarem alternativas e rápido." A vice-presidente do SIMERS denuncia que há leitos fechados em outros hospitais da cidade e que deveriam ser urgentemente requisitados pelos gestores do SUS. "A situação exige mutirão das três esferas. Está em jogo a dignidade de doentes e do trabalho de médicos e dos demais profissionais da saúde", completa Maria Rita.

DRAMA CRESCENTE
A Capital perdeu mais de 3,2 mil leitos do SUS em 18 anos. Havia 8,5 mil vagas em 1993, e agora são 5,3 mil, segundo levantamento do Sindicato, com base no sistema do SUS. A população aumentou quase 20% no período, envelheceu e cada vez mais recorre a Porto Alegre, o maior centro médico e de referência do Estado. "Que nota o Ministério da Saúde deu para este quadro de desassistência no recente indicador divulgado? Que nota deveríamos dar?", questiona a dirigente médica.

No indicador IDSUS, a Capital teve avaliação de 6,51 na cesta de 24 itens e ficou na quarta posição entre as menos piores do País. O governo estadual chegou a publicar anúncios nos jornais comemorando o posto de terceiro melhor SUS do Brasil, com nota 5,6. Em 18 anos, o Estado perdeu 12 mil leitos públicos, o que explica parte da pressão por atendimento na Capital.
Fonte : SIMERS



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