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MG: sindicato abriu espaço para ouvir os desabafos de médicas no Dia Internacional da Mulher



12/03/2012
8 de março, Dia Internacional da Mulher. Nesta data, o Sindicato dos Médicos de Minas Gerais (Sinmed-MG) homenagiou todas as mulheres, médicas, mães, que lutam bravamente para exercer a medicina e abriu espaço para ouvir o depoimento de algumas delas, que trabalham na rede Fhemig e como guerreiras, continuam atendendo os pacientes com dignidade e respeito.

Há alguns anos, o Sinmed-MG vem mostrando a grave situação de algumas das unidades de saúde da Fhemig como o Hospital João Paulo II (HIJP II), a Maternidade Odete Valadares (MOV), Hospital João XXIII, Hospital Júlia Kubstichek (HJK) e a falta de condições de trabalho e salários dignos para os profissionais, especialmente os médicos. E mesmo nessa luta, as mulheres médicas se destacam e mostram que juntas, mobilizadas, elas podem conquistar seu espaço e melhorar a situação de trabalho de todos os médicos e médicas.

Janete Ferreira, do HJK, fala sobre o desafio de ser mulher e escolher a profissão. "Nos últimos anos aumentaram as atividades para as mulheres e as exigências para ser uma profissional qualificada e mãe. Como médica, a responsabilidade ainda aumenta. E no HJK, lidamos sempre com a ansiedade de atender bem o paciente e por outro lado, as condições físicas muitas vezes não nos favorecem. Isso acaba sendo um exercício de tolerância e compreensão", afirmou a médica.

Um exercício diário de doação e amor à profissão

A médica do HIJP II, Helena Garrido, também faz parte deste extenso grupo de profissionais que lutam para exercer a profissão e salvar vidas. "Ser mulher implica em doação no seu dia dia". E desabafa: " essa é a realidade de quem trabalha na urgência da pediatria de um hospital, onde o caos se encontra instalado devido a falta de médicos e ações concretas por parte dos gestores".

Os grandes problemas enfrentados nos hospitais da rede Fhemig tornaram-se queixas comuns entre as médicas. A Maternidade Odete Valadares (MOV) é um exemplo dessa situação. Há dois anos, o Sinmed-MG tem lutado para mudar a realidade na maternidade e mostrar à sociedade, imprensa e principalmente aos gestores que se não houver uma ação efetiva para suprir a falta de médicos, o hospital vai fechar as portas.

Ariete Araújo, médica da MOV vive bem de perto essa realidade preocupante. "Diante de tantos problemas na maternidade agravados pela falta de médicos e estrutura adequada, vivemos diariamente o stress e sobrecarga de trabalho".

A médica não deixa de mostrar também sua preocupação com as outras mulheres; pacientes que tanto dependem deste hospital. "É preocupante a falta de assistência e compromisso do governo com as mulheres nesse período de grande importância da sua vida, o da gestação".

Para Ana Beatriz Magalhães, pediatra do HIJPII, não faz diferença ser homem ou mulher quando se trata da precariedade nos hospitais. É um pouco até incomodo, porque em algumas unidades não há conforto médico, divisão de quartos por gênero devido a falta de estrutura.

Mulheres se destacam na medicina

Pesquisa desenvolvida pelo Conselho Federal de Medicina no último ano, mostra que a presença das mulheres na medicina é crescente. Em 2011, dos 48.569 médicos com 29 anos ou menos, 53,31% são mulheres e 46,69% são homens. Como consequência, e também pela primeira vez, no grupo de médicos com 29 anos ou menos, as mulheres passaram a ser maioria.

Este crescimento da participação das mulheres confirma uma tendência consistente, que se observa ao longo das últimas décadas e que se acentuou nos últimos anos. A feminização da Medicina também segue uma tendência mundial. Levantamento da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE, 2007) mostra que a proporção de mulheres médicas em 30 países estudados cresceu 30% entre 1990 e 2005.

Mariana Affonso Vasconcelos, do Hospital Júlia Kubistchek, destaca o crescimento das mulheres na medicina. "Isso mostra como a sociedade hoje avançou, pois existem muitas mulheres na carreira. Só que por outro lado, algumas coisas ainda não avançaram, como a questão da maternidade que cuida das mulheres e o governo não da todo o auxílio.Eu vejo que hoje não há barreiras para a mulher na profissão como existiam antes", diz.

Neste desabafo de quem é mãe e mulher, o Sinmed-MG destaca que continuará a luta em defesa dos seus direitos como médica e profissional de saúde e pressionando os gestores para que as péssimas condições de trabalho e a falta de médicos nas unidades de saúde sejam pautas prioritárias.

A todas as outras: mães, profissionais, guerreiras, lutadoras, muita força e sabedoria na missão e arte de ser MULHER.
Fonte : Sinmed-MG



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